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Novembro teve recordes de calor e de chuva em regiões do Paraná

Em novembro, a passagem de algumas frentes frias influenciaram as condições do tempo sobre o Paraná, ainda que a maioria tenha avançado de forma mais oceânica, informa o resumo do mês feito pelo Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná).

Além disso, a configuração de um sistema de baixa pressão entre o Paraguai e norte da Argentina, associado a um fluxo de umidade e calor proveniente do Norte do Brasil, manteve o Paraná mais instável, induzindo a ocorrência de muitas chuvas e até mesmo tempestades.

Em novembro, teve também a ocorrência de mais uma onda de calor (Tabela 1) que atingiu muitos estados do país, inclusive o Paraná. Em alguns setores tivemos registros das temperaturas mais altas do ano, com regiões que chegaram a apresentar quebra de recorde histórico.

Calor no Litoral

Pontal 40 milhões

As temperatura mais altas no estado foram no Litoral: em Guaraqueçaba, com 42,1 ºC, e Antonina, com 41,6 ºC, mas não foram batidos recordes das duas cidades. Guaraqueçaba já teve 43,1 ºC em setembro de 2017; e Antonina atingiu 44,9 ºC em dezembro de 2018.

O destaque de clima ameno no Litoral foi Guaratuba, com máxima de 29,9 ºC em novembro, contra 37 ºC em setembro e bem longe do recorde de 39,9 ºC, de janeiro de 2017. O calor em Paranaguá ficou próximo em setembro e novembro: 37,8 C e 37,7 ºC, respectivamente. O recorde é de 40,7 ºC, em dezembro de 2012.

Chuvas no Litoral

Em relação às chuvas, novembro foi um mês de pouca precipitação no Litoral, com índice abaixo da média história e bem abaixo dos do mês de outubro.

Em Paranaguá, choveu 70% menos que na média e 73% menos que no mesmo mês de 2022. Guaratuba teve 45% menos que a média e 39% menos que no mesmo mês do ano passado.

Antonina teve 4,8% menos que na média e 51% menos que em novembro de 2022. Guaraqueçaba choveu 3% a mais que na média, mas menos da metade da precipitação de novembro de 2022.

As quatro cidades são as que possuem estações meteorológicas na região litorânea.

Tabela 1 – Comparativo das ondas de calor deste ano e valores históricos do Simepar.

Avaliando o campo de precipitação (mm) na Figura 1, observa-se que as anomalias foram positivas em muitos setores (chuvas acima da média), porém com valores mais significativos entre partes do oeste, sudoeste, sul e da RMC, com regiões que chegaram a registrar o dobro da precipitação esperada para o período. Na Tabela 2, estão indicadas em amarelo as regiões que apresentam quebra de recorde de chuva para o mês de novembro, considerando dados desde 1997.

Figura 1 – Anomalia de chuva em relação à média (mm) – novembro de 2023.

Tabela 2 – Comparativo de precipitação (mm) do mês de novembro 2023, em relação ao ano de 2022 e à média histórica. 

Avaliando o campo de temperatura (°C) na Figura 2, observa-se que as anomalias foram positivas em muitos setores (tempo mais quente), porém com destaque para o centro, norte, Norte Pioneiro, parte do sudoeste, Campos Gerais e parte da RMC, regiões que apresentaram anomalias mais significativas. 

Figura 2 – Anomalia de temperatura (°C) para novembro de 2023.

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