Polícia Ambiental destrói construções usadas para caça e extração no Parque do Superagui
Os trabalhos se concentraram na região do Canal do Varadouro e contaram com apoio do Batalhão de Operações Aéreas

Uma ação de fiscalização ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, no Parque Nacional do Superagui, resultou na identificação de pontos de crimes ambientais e na destruição de estruturas ilegais utilizadas para caça e extração de recursos naturais.
A ação, faz parte da ações do Verão Maior Paraná, e foi coordenada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) para a verificação de construções irregulares e de estruturas utilizadas em práticas ilícitas em áreas de difícil acesso.
Os trabalhos se concentraram especialmente na região do Canal do Varadouro, com objetivo de coibir crimes contra a fauna e a flora, irregularidades na pesca e outras infrações ambientais, reforçando a proteção dos recursos naturais.
De acordo com o tenente Omar Bail Filho, da Policia Ambiental, a ação foi motivada por denúncias de construções irregulares na área protegida. “Inicialmente, fizemos a análise de imagens de satélite da região para avaliar a possibilidade de chegar aos pontos exatos dos ranchos. Posteriormente, realizamos sobrevoo com helicóptero para apoio logístico e de segurança para os policiais que estavam na ação em campo”, explicou.

Durante quatro dias de operação, as equipes percorreram mais de 30 quilômetros de trilhas em meio à Mata Atlântica e fizeram mais de sete horas de patrulhamento náutico em baías e rios da região. Uma aeronave do BPMOA auxiliou na identificação de pontos suspeitos, na segurança das equipes em solo e no apoio logístico das atividades.
Como resultado, foram identificados diversos pontos de extração ilegal de palmito juçara, cinco estruturas típicas de caça conhecidas como “trepeiros” e quatro ranchos clandestinos utilizados para caça ilegal, extração de produtos de origem vegetal e indícios de mineração irregular.
Devido à distância dos locais, à inviabilidade de transporte dos materiais e à dificuldade de identificar os responsáveis, as estruturas foram destruídas no local. Um proprietário foi notificado para prestar esclarecimentos e apresentar autorizações referentes a outras duas construções identificadas.
Ainda segundo o tenente Omar Bail Filho, a ação possibilitou a identificação de outras situações de crimes ambientais, como a derrubada de árvores nativas da região, além de mais caminhos que também podem conter construções irregulares que continuarão sendo monitoradas pela PMPR para ações futuras.

