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ONGS lançam financiamento coletivo para projeto alternativo em Pontal do Paraná

Entidades que apoiam a campanha #SalveAIlhaDoMel lançaram uma campanha para arrecadar recursos para um projeto alternativo à Faixa de Infraestrutura em Pontal do Paraná.

A arrecadação é feita portal Benfeitoria e pretende conseguir R$ 35 mil de financiamento coletivo para um projeto econômico e viário alternativo para Pontal do Paraná, no litoral do estado.

De acordo co o os organizadores, a campanha “O Litoral do Paraná Pede Socorro” prevê soluções inovadoras e muito mais alinhadas à vocação turística da região. Faltam 40 dias para o encerramento da campanha e, até agora, 18% da meta foi alcançada.

O projeto já está sendo elaborado por arquitetos e engenheiros especializados e prevê a construção da chamada “ciclo-rodovia interpraias”. Ela desafogaria o fluxo intenso de vias sobrecarregadas de Pontal e atenderia a turistas, comerciantes e moradores, estimulando o turismo, a geração de emprego e renda e o transporte sustentável por meio de paragens turísticas e mais de 50 quilômetros de ciclovias.

Solução alternativa atenderia a turistas, comerciantes e moradores, estimulando o turismo, a geração de emprego e renda e o transporte sustentável por meio de paragens turísticas e mais de 50 km de ciclovias

As doações para a conclusão do estudo podem ser de R$ 20,00 a R$ 5 mil. Todas são valorizadas com recompensas distintas se o custo de R$ 35 mil – necessário para pagar o projeto e custear novas ações da campanha #SalveAIlhaDoMel – for alcançado.

E é tudo ou nada. Ou a meta absoluta é batida e as recompensas concedidas aos doadores, ou, caso o valor não seja atingido até 3 de junho, os contribuintes não têm os valores debitados de suas contas.

As recompensas vão de camisetas e ecobags personalizadas da campanha, a canudos de inox, assinaturas anuais do portal de notícias Plural e diárias em uma pousada da Ilha do Mel, por exemplo.

Razões para apoiar a proposta alternativa

A proposta do estudo alternativo foi a solução encontrada pelas entidades e pessoas que apoiam a campanha para confrontar as imposições previstas pela “Faixa de Infraestrutura” e interessados diretos na construção do porto.

A faixa custaria mais de R$ 369 milhões aos cofres públicos para ser feita (só a primeira etapa) e causaria mais de 170 prejuízos sociais, econômicos e ambientais à região. O volume de impactos foi indicado pelos próprios Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMAs) feitos para os empreendimentos. A ideia não vem considerando a opinião da sociedade ou soluções alternativas.

“Essa é a primeira proposta feita pela sociedade civil para buscar beneficiar as pessoas que carecem de condições adequadas para trafegar, trabalhar e viver com qualidade em Pontal do Paraná e região. O Porto de Paranaguá trabalha com cerca de 50% de sua capacidade de operação, que pode ser ampliada com uma melhor gestão do local. Não precisamos de mais um porto. Para que a pressa nesse projeto? Queremos que o governo ouça toda a sociedade. Já passou da hora de investimentos sérios em turismo no litoral do Paraná serem feitos”, defende Giem Guimarães, diretor do Observatório de Justiça e Conservação (OJC), uma das entidades a apoiar a campanha. Caminho beneficiaria diretamente 21 balneários de Pontal do Paraná e, indiretamente, outros 26 de Matinhos. Também facilitaria deslocamento para algumas ilhas do litoral

A estrada que vem sendo compreendida pelas obras da faixa seria de pista simples, mas com a tarefa de atender a alta demanda de caminhões que transitariam com intensidade rumo ao porto. Dados dos estudos de impacto indicam que seriam, em média, 200 mil caminhões por ano, ou, no mínimo, cerca de 500 transitando por ela a cada dia.

O cenário não favoreceria o veranista ou morador de Pontal e litoral. A PR-407, que liga Paranaguá a Pontal, não seria duplicada e ficaria sobrecarregada. Além disso, geraria terreno fértil à intensificação de mazelas sociais, como o aumento da criminalidade, da prostituição – inclusive infantil – de doenças respiratórias e sanitárias trazidas pela presença do porto e pelo aumento de insetos e doenças que a supressão de áreas naturais estimula.

A estrada que o governo vem apoiando também rasgaria ao meio um dos últimos trechos de Mata Atlântica em bom estado de conservação do Brasil e do mundo, colocando ao chão mais de cinco milhões de metros quadrados do bioma, que está ameaçado de extinção. Em todo o país, restaram em torno de 7% de porções de Mata Atlântica ainda em bom estado em relação à área original que já ocupou o Brasil.

Como apoiar?

Para entender mais sobre a proposta de solução alternativa, ver como ajudar e conferir as recompensas oferecidas a cada apoio acesse este link.

Fonte: #SalveAIlhaDoMel

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