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Supertrilha na Serra do Mar poderá ligar parques de SC, PR, SP e RJ

Foto: Letícia Campos / Divulgação
Foto: Letícia Campos / Divulgação

Uma supertrilha de 2 mil quilômetros pela Serra do Mar, poderá interligar 66 unidades de conservação federais, estaduais e municipais dos estados de de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

A iniciativa Borandá, da WWF-Brasil, foi apresentado na semana passada, no stand da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), no VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, evento promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O IAP e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos vão apoiar o projeto da ONG, que pretende ser uma plataforma para o engajamento da sociedade civil, governos e iniciativa privada na proteção de áreas naturais.

Cada estado definirá localmente o traçado da trilha. O IAP planeja incluir os parques estaduais das Lauráceas, em Adrianópolis, que conecta com a divisa de São Paulo; Parque Estadual Pico Paraná, Parque Estadual Roberto Ribas Lange, Parque Estadual e Estação de Interesse Turístico do Marumbi e a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba. Também podem fazer parte do trajeto os Parques Nacionais Saint-Hilaire e Superagui.

De acordo com o diretor de Unidades de Conservação do IAP, Guilherme Vasconcellos, a malha de trilhas do “Borandá” no Paraná deve ter aproximadamente 200 quilômetros. Outra proposta que o IAP e da Secretaria do Meio Ambiente para o projeto é a participação das comunidades tradicionais do entorno das Unidades de Conservação. “Elas são fundamentais para o projeto. Serão pontos de apoio para os caminhantes, podem oferecer parada para pouso e refeição”, destacou Vasconcellos.

A iniciativa Borandá converge com o projeto Parques do Paraná, lançado em junho deste ano, para desenvolver o turismo sustentável nas unidades de conservação estaduais e de valorização do patrimônio natural. “São propostas diferentes, mas que têm a mesma finalidade, a valorização do patrimônio natural e mostrar o valor agregado que as Unidades de Conservação têm para a sociedade”, disse o secretário estadual do Meio Ambiente do Paraná, Ricardo Soavinski.

EXEMPLO – A inspiração partiu de experiências de trilhas longas em outros países, especialmente a Apalaches, com 3,5 mil quilômetros e que cruza toda a cadeia de montanhas entre os estados da Georgia e do Maine, nos Estados Unidos. “Lá, muitas Unidades de Conservação surgiram da pressão da sociedade pela conservação das trilhas”, disse Pedro Menezes.

No Brasil, algumas iniciativas para implantação da malha de trilhas conectando Unidades de Conservação já estão em prática, no Rio de Janeiro, com a Transcarioca e a travessia da Serra dos Órgãos.

Cobertura florestal na Serra do Mar – Fonte: publicação “Visão da Biodiversidade da Ecorregião Serra do Mar” – WWF

 

Fontes: IAP e WWF
Foto da capa: Renato Coelho / WWF

 

 

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