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	<title>Artigo, Autor em Correio do Litoral</title>
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	<description>Notícias do Litoral do Paraná</description>
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	<title>Artigo, Autor em Correio do Litoral</title>
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	<item>
		<title>Mulheres são maioria no jornalismo. Então por que quase não comandam as redações?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 17:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Op-Ed]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Lara]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1195" height="797" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa.jpg 1195w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-300x200.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-750x500.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-180x120.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1195px) 100vw, 1195px" /></div>
<p>Texto de Fernanda Lara, no Linkedin O jornalismo brasileiro convive com uma contradição difícil de ignorar. O paradoxo aparece nos números e no cotidiano das redações: as mulheres são maioria na profissão, mas continuam longe de ocupar os espaços de decisão. O Perfil do Jornalista Brasileiro 2021 mostra que 57,8% dos profissionais em atividade no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.correiodolitoral.com/mulheres-sao-maioria-no-jornalismo-entao-por-que-quase-nao-comandam-as-redacoes/99328">Mulheres são maioria no jornalismo. Então por que quase não comandam as redações?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.correiodolitoral.com">Correio do Litoral</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1195" height="797" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa.jpg 1195w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-300x200.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-750x500.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-180x120.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-capa-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1195px) 100vw, 1195px" /></div>
<p style="font-size:14px"><em>Texto de <strong><a href="https://www.linkedin.com/pulse/mulheres-s%C3%A3o-maioria-jornalismo-ent%C3%A3o-por-que-quase-n%C3%A3o-fernanda-lara-virbf/" type="link" id="https://www.linkedin.com/pulse/mulheres-s%C3%A3o-maioria-jornalismo-ent%C3%A3o-por-que-quase-n%C3%A3o-fernanda-lara-virbf/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fernanda Lara</a></strong>, no Linkedin</em><a href="https://www.linkedin.com/in/fernanda-imax/"></a></p>



<h5 class="wp-block-heading" id="ember323"><em>O jornalismo brasileiro convive com uma contradição difícil de ignorar. O paradoxo aparece nos números e no cotidiano das redações: as mulheres são maioria na profissão, mas continuam longe de ocupar os espaços de decisão.</em></h5>



<span id="more-99328"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="750" height="500" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.00.55-750x500.jpeg" alt="" class="wp-image-99330" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.00.55-750x500.jpeg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.00.55-300x200.jpeg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.00.55-180x120.jpeg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.00.55-768x512.jpeg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.00.55.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p id="ember324">O <strong>Perfil do Jornalista Brasileiro 2021</strong> mostra que <strong>57,8% dos profissionais em atividade no país são mulheres</strong>. Contudo, quando se observa quem ocupa os cargos mais altos da estrutura editorial, o cenário muda bastante. Levantamento divulgado pela <strong>Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)</strong> indica que <strong>apenas 21% das redações brasileiras são lideradas por mulheres</strong>. O dado, baseado em análise do Reuters Institute sobre 240 grandes veículos de notícias em 12 países, revela ainda um detalhe preocupante: houve uma pequena queda em relação ao levantamento anterior.</p>



<p id="ember325">Esse descompasso não é exclusivo do jornalismo. Em diversas áreas do mercado de trabalho notamos fenômenos parecidos. A pesquisadora Danièle Yannoulas distingue dois processos que costumam acontecer juntos, porém não necessariamente ao mesmo tempo. Um deles é a <strong>feminilização</strong>, que ocorre quando cresce o número de mulheres em determinada profissão. O outro é a <strong>feminização</strong>, que implicaria mudanças mais profundas na valorização da atividade, nas condições de trabalho e na distribuição de poder dentro daquele campo.</p>



<p id="ember326">Nem sempre uma coisa leva à outra.</p>



<p id="ember327">No caso do jornalismo brasileiro, os números sugerem que a feminilização aconteceu. A feminização, nem tanto.</p>



<p id="ember328">Os dados sobre renda ajudam a entender melhor esse cenário. Segundo o <strong>IBGE</strong>, mulheres recebem em média <strong>20,4% menos que os homens no país</strong>. Quando se considera o recorte racial, a desigualdade se amplia: mulheres negras recebem cerca de <strong>39,2% a menos</strong>. No setor de comunicação, estimativas indicam cerca de <strong>69 mil vínculos profissionais ativos</strong>. Desse total, <strong>44% são ocupados por mulheres</strong>, que recebem, em média, <strong>27,9% menos</strong> do que os homens empregados na mesma área.</p>



<p id="ember329">Nada disso significa que as mulheres estejam ausentes do jornalismo. Muito pelo contrário. Em muitos casos, elas estão sustentando projetos que mantêm o jornalismo vivo em lugares onde as grandes redações já não chegam.</p>



<p id="ember330">No <strong>Mais Pelo Jornalismo (MPJ)</strong>, programa de apoio a iniciativas independentes, <strong>45 dos 156 projetos selecionados foram inscritos por mulheres</strong>. O número ainda está longe da paridade, mas já chama atenção quando comparado com a presença feminina nos cargos de liderança das redações tradicionais.</p>



<p id="ember331">Virar uma publisher não se trata apenas de uma alternativa profissional, mas também de uma forma de autonomia editorial. Quando uma jornalista decide lançar seu próprio site, passa a controlar a pauta, a linguagem, o modelo de negócio e a relação com o público. Em um cenário em que o acesso aos cargos de liderança ainda é limitado dentro das redações, o jornalismo independente acaba se tornando também um espaço de construção de poder editorial feminino.</p>



<p id="ember332">E quando começamos a ouvir as histórias por trás desses projetos, fica claro que não se trata apenas de estatística.</p>



<p id="ember333"><a href="https://www.linkedin.com/in/fernanda-lima-687524228/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fernanda Lima</a> por exemplo, é uma jornalista recém-formada que vive em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. A região aparece frequentemente no noticiário associada à violência e a indicadores sociais baixos. Foi justamente por isso que ela decidiu criar o <strong>Voz de Guadalupe</strong>, um site dedicado a mostrar a vida da comunidade para além deste enquadramento.</p>



<p id="ember335">Em Minas Gerais, <a href="https://www.linkedin.com/in/kinderlly-brandao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Kinderlly Brandão</a> , de 26 anos, trabalha em rádio, faz freelas e ainda administra o <strong>Expresso Monlevade</strong>, portal independente voltado à cobertura de João Monlevade. O projeto nasceu praticamente de forma individual, como acontece com muitos veículos locais no Brasil.</p>



<p id="ember337">Há também trajetórias mais longas. <a href="https://www.linkedin.com/in/rosana-bueno-29b6571a8/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rosana Bueno</a> , que hoje dirige o <strong>Jornal de Salto</strong>, no interior paulista, teve acesso tardio à educação formal. Mesmo assim construiu, ao longo dos anos, um projeto de cobertura regional consistente, voltado a uma cidade industrial de cerca de 120 mil habitantes às margens do rio Tietê.</p>



<p id="ember339">Em outra frente, <a href="https://www.linkedin.com/in/alexandra-itacarambi-34b32b36/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alexandra Itacarambi</a> decidiu assumir a tarefa de recuperar e reorganizar o acervo do <strong>Portal Imprensa</strong>, projeto fundado por seu pai, o jornalista Sinval Itacarambi. A iniciativa envolve preservar uma parte importante da memória recente do jornalismo brasileiro.</p>



<p id="ember341">Já <a href="https://www.linkedin.com/in/abemfica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bemfica de Oliva</a>, primeira mulher trans a trabalhar em uma redação no Ceará, prepara o lançamento do <strong>Citei</strong>, projeto editorial voltado à cobertura do setor de tecnologia, garantindo mais representatividade e diversidade em cargos de comando de redações.</p>



<p id="ember343">E existem histórias de insistência, que talvez seja a palavra mais comum quando se fala em jornalismo independente. Como a <a href="https://www.linkedin.com/in/jaqueline-falc%C3%A3o-92166335/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jaqueline Falcão</a>, responsável pelo portal <strong>Página da Saúde</strong>, que viu seu site invadido e retirado do ar e agora, graças ao MPJ, conseguiu retomar seu trabalho.</p>



<p id="ember345">Quando se observam esses projetos lado a lado, aparece um retrato interessante do jornalismo contemporâneo. Muitas das iniciativas mais persistentes surgem fora das estruturas tradicionais da imprensa.</p>



<p id="ember346">Isso não significa que a desigualdade de gênero esteja resolvida nesse ambiente. Mas revela que parte da transformação da profissão pode estar acontecendo em outros lugares e não necessariamente dentro das grandes redações.</p>



<p id="ember347">O desafio continua sendo ampliar o acesso das mulheres aos espaços de decisão. Não apenas na criação de novos projetos, mas também nas estruturas consolidadas do jornalismo.</p>



<p id="ember348">No fundo, a pergunta que permanece é bastante simples.</p>



<p id="ember349">Se as mulheres já são maioria na profissão, o que ainda impede que elas ocupem, na mesma proporção, as posições de liderança nas redações?</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="750" height="1125" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-750x1125.webp" alt="" class="wp-image-99329" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-750x1125.webp 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-300x450.webp 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-180x270.webp 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-768x1152.webp 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara-1024x1536.webp 1024w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Fernanda-Lara.webp 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p style="font-size:14px"><em><strong>Fernanda Lara,</strong> é jornalista, CEO da I&#8217;Max e mentora do projeto Mais Pelo Jornalismo (MPJ)</em></p>



<p style="font-size:13px">*O<strong> Correio do Litoral</strong> faz parte do <strong>MPJ</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Requião de volta a Brasília em tempos revoltos</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/requiao-de-volta-a-brasilia-em-tempos-revoltos/99267</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Requião]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="715" height="486" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao.jpg 715w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-300x204.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-180x122.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 715px) 100vw, 715px" /></div>
<p>Artigo defende nova eleição para o ex-governador e ex-senador do Paraná</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="715" height="486" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao.jpg 715w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-300x204.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-180x122.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 715px) 100vw, 715px" /></div>
<span id="more-99267"></span>



<p class="has-small-font-size"><em>Por <strong>Samuel Gomes</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="715" height="847" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-Marcos-Siriaco-IA.jpg" alt="" class="wp-image-99268" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-Marcos-Siriaco-IA.jpg 715w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-Marcos-Siriaco-IA-300x355.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2026/03/Requiao-Marcos-Siriaco-IA-180x213.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 715px) 100vw, 715px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem: Marcos Siríaco Martins (com a ajuda da IA)</figcaption></figure>



<p></p>



<p>5 de março de 1941. A Segunda Guerra avança na Europa e África. As manchetes dos jornais internacionais do Ocidente pululam fatos que ficariam para história.&nbsp;<em>“Corte de Relações com a Bulgária”:</em><strong>&nbsp;</strong>Londres rompe com a Bulgária porque o país permitiu a entrada de tropas alemãs.<strong>”&nbsp;</strong><em>O Reich avança para a Grécia”</em>: O exército de Hitler fustiga a Iugoslávia e a Grécia, com o exército de Hitler ocupando posições estratégicas na fronteira búlgara<em>. “Vitórias Britânicas na África”:</em>&nbsp;os aliados ocupam de posições italianas na Somália e avançam na Etiópia.</p>



<p>Na Ásia, as manchetes registram:&nbsp;<em>“Japoneses deixam as Índias</em>” (Indochina) e “<em>Grã-Bretanha e China: perguntado sobre pacto militar, ministro britânico responde: ‘Isso é um absurdo&#8217;”</em></p>



<p>No Brasil, o maior presidente dos tempos passados (e dos vindouros?), defende os interesses do Brasil com coragem, paciência e determinação, como as manchetes da época registram.&nbsp;<strong>“</strong><em>O Empréstimo para a Siderurgia Nacional”,</em>&nbsp;destacando o progresso nas negociações com o banco americano&nbsp;<em>Eximbank</em>&nbsp;para a construção da Usina de Volta Redonda (CSN), que seria (como foi) a “espinha dorsal” da indústria brasileira<em>. “Atos do Presidente Getúlio Vargas”:</em>&nbsp;decretos sobre a organização do recém-criado Ministério da Aeronáutica e a estruturação da defesa nacional<em>. “A Carestia da Vida”:</em>&nbsp;o governo impunha controle de preços de alimentos e combustíveis para afastar a exploração oportunística da economia popular devido às restrições de importação impostas pela guerra.</p>



<p>Em Curitiba, um parto. O primogênito de uma família que viria a ter quatro filhos veio ao mundo com o nome de Roberto. Herdeiro das virtudes das famílias Requião e Mello e Silva (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Requi%C3%A3o" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Requi%C3%A3o</u></a>) traçou seu percurso neste chão fazendo caminho ao caminhar, como no poema <em>Cantares</em> do espanhol Antonio Machado. E ao caminhar fazendo caminho esculpiu a si mesmo, fazendo eco a um poema, <em>Roteiro</em>, do português Sidónio Muralha, que viria a ser o seu bordão na longa e robusta vida política: <em>“Parar não paro, esquecer não esqueço. Se caráter custa caro, pago o preço. Pago embora seja raro. Mas homem não tem avesso e o peso da pedra eu comparo à força do arremesso.”</em></p>



<p>E de tanto pagar o caro preço do caráter e arremessar enormes pedras tidas por impossíveis de serem arremessadas por um só homem, Requião veio construindo uma biografia. E o que é o homem senão a sua biografia?</p>



<p>Um estadista se constrói de atos e fatos. Atos e fatos fizeram do menino, cuja voz se ouviu por primeira vez numa maternidade curitibana, um dos maiores tribunos que o Brasil já teve e um dos seus mais determinados e probos administradores. Um realizador. Um estadista.</p>



<p>Requião, para o bem do Brasil, está vivo e bem vivo! E para que não reste dúvida aos seus amigos e admiradores (e aos seus equivocados inimigos), lépido e fagueiro trilha sua volta ao Congresso Nacional, de onde foi retirado em 1918 por um esquema vil, precisamente registrado por Jorge Bahia (“<em>Por que a Lava-Jato agiu nas sombras para tirar Requião do Senado</em> – <a href="https://disparada.com.br/lava-jato-requiao-senado-banestado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>https://disparada.com.br/lava-jato-requiao-senado-banestado/</u></a>).</p>



<p>Requião, que nasceu nos tempos quentes da Segunda Guerra, há ser uma voz de coragem e sabedoria no comando da Nação nestes tempos revoltos em que nos é dado navegar. De volta ao leito natural do trabalhismo dos teus antepassados, vida longa, velho marinheiro!</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p style="font-size:14px"><em>Artigo publicado originalmente em <a href="https://paraiso-brasil.org/2026/03/05/requiao-de-volta-a-brasilia-em-tempos-revoltos-por-samuel-gomes/" type="link" id="https://paraiso-brasil.org/2026/03/05/requiao-de-volta-a-brasilia-em-tempos-revoltos-por-samuel-gomes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Movimento Paraíso Brasil</a></em></p>
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			</item>
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		<title>Conheça a Feira Caiçara &#8211; Sabores Naturais de Guaraqueçaba</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/conheca-a-feira-caicara-sabores-naturais-de-guaraquecaba/88000</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 14:49:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guaraqueçaba]]></category>
		<category><![CDATA[feira agroecológica]]></category>
		<category><![CDATA[Feira Caiçara Sabores Naturais de Guaraqueçaba]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="679" height="382" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-.jpg 679w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba--300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba--180x101.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /></div>
<p>Em Guaraqueçaba a Feira Caiçara – Sabores Naturais se iniciou no ano de 2024. No princípio, acontecia uma vez por mês, depois passou para duas vezes ao mês. A próxima é nesta sexta-feira (28).</p>
<p>O post <a href="https://www.correiodolitoral.com/conheca-a-feira-caicara-sabores-naturais-de-guaraquecaba/88000">Conheça a Feira Caiçara &#8211; Sabores Naturais de Guaraqueçaba</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.correiodolitoral.com">Correio do Litoral</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="679" height="382" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-.jpg 679w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba--300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba--180x101.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /></div>
<span id="more-88000"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="611" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/feira-sabores-naturais-750x611.jpg" alt="" class="wp-image-88001" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/feira-sabores-naturais-750x611.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/feira-sabores-naturais-300x245.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/feira-sabores-naturais-180x147.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/feira-sabores-naturais-768x626.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/feira-sabores-naturais.jpg 904w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p style="font-size:14px"><em>Texto: Maria Wanda de Alencar Ramos / Fotos: Ivan Bueno, Jean dos Santos Ferreira e Maria Wanda de Alencar Ramos</em></p>



<p>As feiras agroecológicas, da agricultura familiar ou outra denominação que se possa empregar, a despeito de serem inseridas no setor informal da economia de subsistência, considerada circuito secundário da estrutura econômica, ainda assim, não há razão para a minimização da sua importância, enquanto espaço de comercialização da pequena produção rural.&nbsp;</p>



<p>Constituindo-se como fonte de renda dos/as produtores/as, bem como re-conhecimento da procedência dos alimentos para consumidores/as, funcionando como uma relevante atividade que promove o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural local.&nbsp;</p>



<p>Sendo expressiva à manutenção da vida dos agricultores e artesãos, pois, para muitos deles, essa é a única fonte de renda ou importante complementação salarial, o que ressalta a influência da feira livre para os agricultores/as familiares escoarem a sua produção.</p>



<p>Em Guaraqueçaba a Feira Caiçara – Sabores Naturais se iniciou no ano de 2024. No princípio, acontecia uma vez por mês, depois passou para duas vezes ao mês. Em 2025, a primeira feira, espera-se que de muitas outras, aconteceu na sexta-feira dia 7 de fevereiro. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="584" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-1-2-750x584.jpg" alt="" class="wp-image-88002" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-1-2-750x584.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-1-2-300x234.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-1-2-180x140.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-1-2-768x598.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-1-2.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p>Segundo <strong>Antônio Soares Dias, 62 anos e Conceição Barreto, 54 anos</strong>, guaraqueçabanos da comunidade de Batuva, que comercializam produtos do campo, tais como: tubérculos, biju, cuscuz, queijo de búfala etc. Além de excelentes pastéis e caldo de cana, preparados na hora, proporcionando-nos uma rica experiência gastronômica.</p>



<p>Para a família, a feira é importante como espaço de comercialização dos produtos da agricultura, de modo a aumentar a renda, estimular a produção e assegurar aos agricultores/as a segurança de viver do seu trabalho na terra, dando continuidade à faina iniciada desde os seus ancestrais.&nbsp;</p>



<p>Espaços como estes, asseguram a manutenção da cultura caiçara, pois as feiras é uma forma de não deixar esta manifestação cultural tão rica morrer. Na feira as pessoas estarão em contato com o modo de produzir e saberes caiçara.&nbsp; Contudo, para que isso seja assegurado, faz-se necessário o acesso a outros meios, tais como: o acesso ao crédito, à assistência técnica, a melhoria do espaço da feira, entre outras demandas que viabilizem a produção e, sobretudo a comercialização.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="602" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-2-1-750x602.jpg" alt="" class="wp-image-88003" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-2-1-750x602.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-2-1-300x241.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-2-1-180x144.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-2-1-768x616.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-2-1.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Para Leodete Maria Vidal, 59 anos, </strong>guaraqueçabana, aposentada que faz diversos tipos de artesanatos, como tapetes, vestuários, amigurumus (bichinhos de crochê), pano de prato, quadros, bolsas etc., a feira representa um espaço de comercialização, pois ela sempre produziu, mas precisava de um local para comercializar, e a praça tem sido este lugar.</p>



<p>Além de que a feira cumpre outra função, que para ela é fundamental ter um momento para sair de casa, socializar com outras pessoas e trocar experiências. Neste sentido, a feira cumpre um papel social importante na aposentadoria das pessoas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="577" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-3-1-750x577.jpg" alt="" class="wp-image-88008" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-3-1-750x577.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-3-1-300x231.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-3-1-180x138.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-3-1-768x590.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-3-1.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Conforme Rosilda do Rosário Galdino, 60 anos, </strong>guaraqueçabana, que produz tapetes de retalhos e outros artesanatos, a feira é significativa, porque ela tem essa ocupação em casa, e pode levar para a rua, divulgar seu trabalho, e embora, a renda seja pouca, ela continua se esforçando para permanecer na feira.</p>



<p>De acordo com Rosilda, seria bom se tivesse mais apoio, como transporte e outros incentivos, para que os/as feirantes/as pudessem se estabelecer e gerar renda.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="273" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-4-1-300x273.jpg" alt="" class="wp-image-88005" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-4-1-300x273.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-4-1-180x164.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-4-1.jpg 432w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>


<p>Para <strong>Arivaldo Carneiro Soares, </strong>Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Guaraqueçaba, a feira é um projeto da sua pasta. Segundo ele a prefeitura tem garantido barracas, cadeiras e energia elétrica, mas estão prevendo melhor organização do espaço, como fechar a rua para que as pessoas possam circular melhor.</p>



<p>Também estão buscando meios para viabilizar o transporte, bem como construir parceria com o IDR e demais entidades correlacionadas.</p>



<p>Este imenso território de Guaraqueçaba está inserido na APA de Guaraqueçaba, para nós que atuamos nas entidades socioambientais, o maior desafio é a conciliação entre a manutenção das riquezas naturais e a viabilidade de sustento das famílias. O paradigma do conflito entre sociedade e natureza, como se fossem distinções, quando não são, pois, nós, humanos somos natureza e nos reproduzimos e nos reconstituímos nela, na interação de que transformamos a natureza e ela nos transforma.</p>



<p>Que Guaraqueçaba se mantenha rica de biodiversidade com as suas muitas comunidades humanas que praticam a pequena agricultura e a pesca artesanal na região, abrigando o maior remanescente contínuo da Floresta Atlântica, incluída na Reserva da Biosfera da Unesco e tantas outras qualidades que esse território/maretório se constitui.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="784" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-5-750x784.jpg" alt="" class="wp-image-88006" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-5-750x784.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-5-300x314.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-5-180x188.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-5-768x803.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-5.jpg 887w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p>Para isto são necessários investimentos por meio de políticas públicas. A feira de sabores de Guaraqueçaba é um dos elos desta corrente, que ela possa crescer e desempenhar o papel daquele microcosmo do panorama socioeconômico e cultural, sendo um ambiente onde as pessoas se encontram, trocam informações, combinam negócios ou estabelecem alianças da forma típica da sociabilidade tradicional rural, baseada na confiança e informalidade. Ou simplesmente se divertem em um dia de feira.</p>



<p>E assim, assegurar emprego, renda, qualidade de vida e desenvolvimento local. Que Guaraqueçaba, originada do tupi-guarani, &#8220;Lugar do Guará&#8221; que neste ano comemorará 480 anos, prossiga a celebrar encontros de muitas culturas e histórias de vidas.&nbsp;</p>



<p>Venha iluminar com a sua presença a nossa feira que acontecerá amanhã, dia 27/02/2025.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="382" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-Maria.jpg" alt="" class="wp-image-88015" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-Maria.jpg 800w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-Maria-300x143.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-Maria-750x358.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-Maria-180x86.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2025/02/Feira-Guaraquecaba-Maria-768x367.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p></p>



<p>&#8220;Venha iluminar com a sua presença a nossa feira que acontecerá sexta-feira, dia 28/2/2025.&#8221;</p>
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		<item>
		<title>Venezuela: o Brasil é o ponto de equilíbrio do seu entorno estratégico</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/venezuela-o-brasil-e-o-ponto-de-equilibrio-do-seu-entorno-estrategico/80587</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Aug 2024 13:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="720" height="405" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f.jpg 720w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f-300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f-180x101.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></div>
<p>Artigo de opinião de Samuel Gomes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="720" height="405" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f.jpg 720w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f-300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f-180x101.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></div>
<p><em>Artigo de opinião de<strong> Samuel Gomes</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="405" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f.jpg" alt="" class="wp-image-80589" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f.jpg 720w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f-300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/08/elecciones_venezuela_2024-8f63f-180x101.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p></p>



<p>O Brasil precisa ser o muro de contenção da criminosa operação Gaidó 2.0 contra a soberania da Venezuela.</p>



<p>É este lugar do Brasil. O lugar do equilíbrio na América do Sul, nosso entorno estratégico.</p>



<p>Quem não entende isso não entende nada. E muito já ajudaria se ficasse quieto. Muito ajuda quem não atrapalha.</p>



<p>A diplomacia brasileira esteve bem ao coordenar ao interromper a patacoada da tal OEA:</p>



<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2024/08/paises-nao-se-dispuseram-a-negociar-sobre-venezuela-na-oea-diz-embaixador.shtml?pwgt=kusk5nr2yw4paaz3584njgpmwushe9kgqdba2uxncnvxbj0i&amp;utm_source=whatsapp&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=compwagift" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2024/08/paises-nao-se-dispuseram-a-negociar-sobre-venezuela-na-oea-diz-embaixador</a></p>



<p>É petróleo? Claro que é petróleo. Mas não é apenas petróleo. Não esqueçamos que a Venezuela é um país amazônico. Falar de Venezuela é falar da geopolítica da Amazônia: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/608609/Samuel_Gomes_Santos.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y</p>



<p>Né, Getúlio? <a href="http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/ex-presidentes/getulio-vargas/discursos/1940/31.pdf/view?TSPD_101_R0=086567d05fab2000f9e80629120de25fa8de78864c48edd2a2e4769c6b2007e280863d2e7a97f9a808d050e5ae143000494ae69fb8aecf944715610830fe3c6b8742804826a506ddce0e0f2a43288661ea2c3ac53ba21e21635e4b5f7999f673" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/ex-presidentes/getulio-vargas/discursos/1940/31.pdf/</a></p>



<p>Por isso, nos seus bons tempos, o Senado Federal mandou uma comissão externa à Venezuela liderada pelo gigante senador Requião.</p>



<p>Acompanhei a comissão, secretariei os trabalhos e escrevi o relatório das atividades que desenvolvemos em Caracas em aberto diálogo com o governo e a oposição (inclusive com Corina): <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/arquivos/2015/07/15/relatorio-sobre-a-venezuela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www12.senado.leg.br/noticias/arquivos/2015/07/15/relatorio-sobre-a-venezuela</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><em><strong>Samuel Gomes </strong>é advogado e professor, mestre em Filosofia do Direito, Consultor em Poder Legislativo, Relações Governamentais e Negócios Internacionais.</em></p>
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		<item>
		<title>Privatização das Escolas Públicas no Paraná: Desafios Democráticos e Resistência Cidadã</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/privatizacao-das-escolas-publicas-no-parana-desafios-democraticos-e-resistencia-cidada/78823</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2024 19:18:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Op-Ed]]></category>
		<category><![CDATA[Arilson Chiorato]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Legislativa do Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.correiodolitoral.com/?p=78823</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="799" height="519" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c.jpg 799w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-300x195.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-750x487.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-180x117.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-768x499.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-210x136.jpg 210w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /></div>
<p>"Os últimos dias colocaram em xeque direitos básicos, direitos que acreditávamos estar consagrados, protegidos e garantidos pela Constituição Federal, como o acesso à educação pública de qualidade e liberdade de expressão", afirma o deputado Arilson Chiorato.</p>
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<span id="more-78823"></span>



<p><em>Por <strong>Arilson Chiorato</strong>, deputado estadual e presidente do PT-PR</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="487" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-750x487.jpg" alt="" class="wp-image-78824" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-750x487.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-300x195.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-180x117.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-768x499.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c-210x136.jpg 210w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/06/53785334089_315b2567e3_c.jpg 799w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption class="wp-element-caption">Deputado Arilson, na tribuna da Assembleia | foto: Valdir Amaral</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Os últimos dias colocaram em xeque direitos básicos, direitos que acreditávamos estar consagrados, protegidos e garantidos pela Constituição Federal, como o acesso à educação pública de qualidade e liberdade de expressão. A ganância do capital, representada pelo governador Ratinho Jr., deu um xeque-mate, cavando espaço para a privatização de 204 escolas da rede estadual de ensino.</p>



<p>Um projeto votado em regime de urgência. Sem diálogo, em especial com os professores e alunos. Manifestantes foram duramente reprimidos, inclusive com ameaças de prisão, como no caso da presidente da APP-Sindicato, Walkíria Mazeto, e diretores foram afastados por manifestar preocupação com o projeto.</p>



<p>Este episódio lamentável na história do Paraná ilustra a importância de se questionar a privatização da educação (que já começa a se estender a outros estados como São Paulo), de defender a participação democrática e os direitos fundamentais todos os dias, porque na menor brecha encontra-se à espreita a inciativa privada, que quer o lucro, mas não quer arcar com as responsabilidades.</p>



<p>Entender o histórico por trás do projeto de privatização das escolas públicas no Paraná é fundamental para descortinar as reais intenções do Governo do Estado, que é claro: entregar toda a estrutura do estado à iniciativa privada. Antes mesmo da votação do projeto houve falta de transparência por parte do governo estadual em relação aos seus planos e as potenciais consequências para a comunidade escolar. A ausência de consulta pública e de debates abertos na Assembleia Legislativa evidencia a imposição da decisão, desconsiderando as vozes da população e dos profissionais da educação.</p>



<p>Empresas privadas não têm o mesmo compromisso com a educação inclusiva e de qualidade como as instituições públicas. E mais, se haverá dinheiro para a inciativa privada fazer a gestão administrativa, porque vemos, hoje em dia, professores tirando dinheiro do bolso para pagar para imprimir provas para alunos? Diretores implorando recursos para conseguir comprar papel higiênico? Aliás, precisam decidir se compram papel higiênico ou trocam telhas furadas.</p>



<p>Com a aprovação desse projeto, fica claro que a terceirização das escolas não nasceu neste ano, mas há tempos. Deixou as escolas à míngua, para apresentar um pseudo argumento, de que os diretores são incapazes de gerir recursos. Uma falácia. E por falar em dinheiro, o projeto não apresentou previsão orçamentária nem passou pela Comissão de Finanças na Assembleia Legislativa, pulando etapas importantes para uma análise mais aprofundada.</p>



<p>Em suma, o processo de privatização das escolas públicas no Paraná reflete uma série de falhas democráticas e preocupações com relação aos direitos fundamentais e à qualidade da educação. É essencial que a sociedade se mantenha vigilante e engajada na defesa da educação pública e dos valores democráticos.</p>
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		<title>Agro do Paraná reprova gestão da Copel e sofre com prejuízos</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/agro-do-parana-reprova-gestao-da-copel-e-sofre-com-prejuizos/78145</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 18:19:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Legislativa do Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Copel]]></category>
		<category><![CDATA[privatização da Copel]]></category>
		<category><![CDATA[Requião Filho]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="925" height="925" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2.webp" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2.webp 925w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-300x300.webp 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-750x750.webp 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-180x180.webp 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 925px) 100vw, 925px" /></div>
<p>&#8220;A situação é particularmente grave para os pequenos e médios produtores, que representam a maior parte (59,1%) do setor e dependem da energia elétrica para suas atividades.&#8220; Artigo de Requião Filho O setor agropecuário do Paraná, pilar da economia estadual, demonstra crescente insatisfação com a gestão da Copel, segundo pesquisa recente da Federação da Agricultura [&#8230;]</p>
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<p>&#8220;<em>A situação é particularmente grave para os pequenos e médios produtores, que representam a maior parte (59,1%) do setor e dependem da energia elétrica para suas atividades.</em>&#8220;</p>



<p id="viewer-30e9r150"><em>Artigo de <strong>Requião Filho</strong></em></p>



<span id="more-78145"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="750" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-750x750.webp" alt="" class="wp-image-78146" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-750x750.webp 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-300x300.webp 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-180x180.webp 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2-768x768.webp 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/7ca08c_0bca8435d82441579686c2ae6a4d7025mv2.webp 925w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem: Divulgação do deputado Requião Filho</figcaption></figure>



<p></p>



<p id="viewer-16wpm153">O setor agropecuário do Paraná, pilar da economia estadual, demonstra crescente insatisfação com a gestão da Copel, segundo pesquisa recente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP). A privatização da companhia, antes motivo de orgulho para os paranaenses, tem sido alvo de críticas e desaprovação, especialmente entre os produtores rurais.</p>



<p id="viewer-ha5ct156">A pesquisa, realizada em março de 2024 com 514 produtores de diversas regiões e portes do estado, revela que a maioria (60,5%) está insatisfeita com o serviço prestado pela Copel. A principal queixa é a falta constante de energia elétrica, seguida pela demora na resolução de problemas e oscilações na rede. Quase 40% dos entrevistados relataram mais de 20 interrupções no fornecimento de energia no último ano, com 50,6% deles afirmando que o tempo de reestabelecimento do serviço ultrapassou 5 horas, agravando os prejuízos. Essas interrupções resultaram em perdas financeiras significativas, com 41% dos produtores relatando queima de equipamentos e 27,2% perda de produção.</p>



<p id="viewer-idlbi159">Pequenos Produtores e a Energia Trifásica: Promessas não Cumpridas</p>



<p id="viewer-ojf0c199">A situação é particularmente grave para os pequenos e médios produtores, que representam a maior parte (59,1%) do setor e dependem da energia elétrica para suas atividades. A falta de energia causa perdas financeiras significativas, comprometendo a produção e a qualidade dos produtos, além de impactar a segurança alimentar da população. Metade dos produtores que relataram problemas não foram indenizados pela Copel, e entre os que receberam indenização, 58,8% consideraram o processo lento ou muito lento.</p>



<p id="viewer-xc3q6165">A promessa de modernização e do &#8220;Paraná Trifásico&#8221;, alardeada pelo governo, não se concretizou para muitos produtores rurais. A pesquisa mostra que 43% ainda não possuem sistema trifásico, especialmente nas regiões sudoeste, oeste e leste do estado.</p>



<p id="viewer-cy33n168">Lucro Acima de Tudo: A Real Prioridade da Copel Privatizada</p>



<p id="viewer-zmezf171">Enquanto isso, a Copel, agora sob controle privado, prioriza o lucro dos acionistas em detrimento da qualidade do serviço e do atendimento às necessidades dos consumidores, como evidenciado pelos 75,5% dos entrevistados que consideram as tarifas da Copel caras.</p>



<p id="viewer-b8pta174">A privatização da Copel, defendida pelo governador Ratinho Júnior como uma solução para modernizar a empresa, tem se mostrado um retrocesso para o setor agropecuário e para a população paranaense. A busca desenfreada por lucros tem levado a tarifas mais caras, dividendos exorbitantes para os acionistas e a compra de energia de pequenas e médias geradoras a preços acima da média do mercado.</p>



<p id="viewer-90a18177">Enquanto o governo celebra acordos suspeitos com empresas fornecedoras de uniformes escolares e ignora as demandas do setor agropecuário, os produtores rurais sofrem com os prejuízos causados pela falta de energia e pela má gestão da Copel. A insatisfação é crescente e a busca por alternativas de fornecimento de energia se torna cada vez mais urgente. Afinal, o agro do Paraná, com seus produtores majoritariamente minifundiários e acima de 60 anos, não pode ficar refém dos interesses de poucos em detrimento do desenvolvimento do estado e do bem-estar da população.</p>
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		<title>Ratinho quer terceirizar a Educação porque não sabe administrar o Estado</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/ratinho-quer-terceirizar-a-educacao-porque-nao-sabe-administrar-o-estado/78092</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2024 18:46:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Op-Ed]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Legislativa do Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[Ratinho Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Requião Filho]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1354" height="903" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35.jpeg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35.jpeg 1354w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-300x200.jpeg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-750x500.jpeg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-180x120.jpeg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1354px) 100vw, 1354px" /></div>
<p>&#8220;Temos visto Centros de Educação, com mais de 80 anos de história, com restrição de matrículas nos cursos técnicos subsequentes ao Ensino Médio, por pura má vontade do governo estadual.&#8220; Artigo de opinião de Requião Filho Para que serve a Escola Pública? A função social da unidade escolar gratuita está focada no desenvolvimento das potencialidades [&#8230;]</p>
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<p>&#8220;<em>Temos visto Centros de Educação, com mais de 80 anos de história, com restrição de matrículas nos cursos técnicos subsequentes ao Ensino Médio, por pura má vontade do governo estadual.</em>&#8220;</p>



<p>Artigo de opinião de <strong>Requião Filho</strong></p>



<span id="more-78092"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="500" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-750x500.jpeg" alt="" class="wp-image-78093" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-750x500.jpeg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-300x200.jpeg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-180x120.jpeg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35-768x512.jpeg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.06.35.jpeg 1354w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption class="wp-element-caption">Requião Filho é deputado estadual do Paraná | foto: Eduardo Matysiak</figcaption></figure>



<p></p>



<p><em>Para que serve a Escola Pública? A função social da unidade escolar gratuita está focada no desenvolvimento das potencialidades físicas, cognitivas e afetivas do indivíduo, de modo a capacitá-lo a tornar-se um cidadão participativo na sociedade. Uma definição bonita, coerente, digna de bons gestores públicos. Mas não é o caso do Paraná, que tenta, a qualquer custo, dar lucro para financiadores de campanha e amigos do governador, do que de fato investir no que realmente importa; o desenvolvimento das pessoas!</em></p>



<p><em>Enquanto o governo abre mão de investir na escola pública e capacitar educadores, porque vê na educação um gasto – não um investimento – o Paraná vai retrocedendo em anos de lutas e conquistas. E este patrimônio imaterial é o maior serviço público prestado aos paranaenses, que vem sendo negligenciado nos últimos anos. São mais de 2200 escolas, com cerca de 1 milhão de estudantes, 25 mil funcionários(as) e 65 mil professores(as) largados à própria sorte.</em></p>



<p><em>Temos visto Centros de Educação, com mais de 80 anos de história, com restrição de matrículas nos cursos técnicos subsequentes ao Ensino Médio, por pura má vontade do governo estadual. E essa medida afeta diretamente a comunidade, limitando o acesso à educação profissionalizante de qualidade e reduzindo as oportunidades de trabalho e renda para jovens e adultos. Essa medida impacta negativamente o desenvolvimento social e econômico do Paraná.</em></p>



<p><em>Afinal, é obrigação do Estado atender bem e financiar a Educação com dinheiro público, prevendo como único lucro uma sociedade mais justa, alfabetizada e desenvolvida. É uma premissa!</em></p>



<p><em>Mas então, se o governador não sabe fazer, por que foi eleito? Boa pergunta…</em></p>



<p><em>Agora, as consequências de termos eleito um governador de fachada, que vê o Estado como Empresa Privada, onde tudo o que não se sabe fazer, se terceiriza, vai deixar marcas irreversíveis.</em></p>



<p><em>E essa tendência entreguista que já afetou nossa rede de internet, a energia elétrica, e que ameaça o saneamento básico e até o tratamento da água, agora está na porta das escolas públicas. Eis o jeito Ratinho Júnior de administrar o que não sabe, tendo como única opção entregar para o setor privado fazer por ele.</em></p>



<p><em>A terceirização pode gerar diversas vantagens, mas quando é usada dentro da estratégia de negócio das empresas. Só que o Paraná não é uma empresa, é um ente público. E se para as empresas a terceirização representa eficiência e competitividade, para o Estado é retrocesso, descaso e lucro direcionado aos amigos do rei. Quem ganha não é o paranaense e sim, um pequeno grupo de empresários com interesses em cobrar pela educação que deveria ser gratuita, altruísta, genuína e cidadã.</em></p>



<p><em>A partir do momento em que for aprovado o projeto que privatiza 200 escolas públicas no Paraná, a empresa prestadora do serviço é quem fará a gestão administrativa, de segurança, será responsável pelo mobiliário e materiais escolares, internet e equipamentos de informática, e será responsável pela seleção e contratação de professores e profissionais temporários.</em></p>



<p><em>O caminho pode ser revertido, ainda há tempo para o debate. Mas é preciso comprometimento dos deputados que vão avaliar esse projeto. Senão, as consequências disso serão desastrosas e irreversíveis. Aliás, tentar consertar esses erros todos poderá representar um impasse gigante aos próximos gestores. Salve-se quem puder!</em></p>



<p></p>
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		<title>O Caminho de Janira</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/o-caminho-de-janira/77505</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2024 15:24:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Op-Ed]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="768" height="434" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/b260d0ac-35c0-4b4d-9608-191e17d7353a.png" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/b260d0ac-35c0-4b4d-9608-191e17d7353a.png 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/b260d0ac-35c0-4b4d-9608-191e17d7353a-300x170.png 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/b260d0ac-35c0-4b4d-9608-191e17d7353a-750x424.png 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/05/b260d0ac-35c0-4b4d-9608-191e17d7353a-180x102.png 180w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></div>
<p>Dia das Mães. Minha mãe é um gaúcha que nasceu em Lages, Santa Catarina. Explico. </p>
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<span id="more-77505"></span>



<p>Dia das Mães. Minha mãe é uma gaúcha que nasceu em Lages, Santa Catarina. Explico. 1925, Lagoa Vermelha, Rio Grande do Sul. Um grupo de gaúchos, maragatos de lenço vermelho das famílias Vargas e Gomes, percorrem a cavalo e carroças o Caminho do Viamão para Santa Catarina. Para alcançar o território do estado vizinho terão que atravessar o Rio Pelotas. Uma travessia perigosa, que exige conhecimento do leito do rio. Precisarão contar com a orientação de batedores ribeirinhos, que com seus cavalos seguem à frente dos tropeiros mostrando o caminho exato em que o rio é menos fundo e traiçoeiro.<br>No grupo de viajantes, uma cena se destaca. Uma jovem leva um bebê no ventre. A jovem era a minha avó, Cecilia Vargas Gomes, vó Ciloca. O bebê viria a ser Maria Janira Gomes, minha mãe, em sua viagem inaugural neste Vale de Lágrimas. A cena é inquietante. Por que levar numa viagem tão longa e desconfortável uma mulher grávida?</p>



<p>A resposta está na História do Rio Grande do Sul e na história dos Gomes, açorianos da Ilha de São Jorge que aportaram no Porto de Rio Grande em 1730 e desde então estiveram mergulhados nas lutas políticas por terra, trabalho e pão no tormentoso rincão riograndense.</p>



<p>Bem, o resto eu explico aqui: https://www.facebook.com/share/1TjjUs8bZ1UsF6yB/?mibextid=WC7FNe</p>



<p><strong><em>Samuel Gomes<br></em></strong><em>Filho caçula da Dona Janira, pela Graça de Deus!</em></p>
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		<title>O que o Brasil precisa é que Requião, o imprescindível, não mude</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/o-que-o-brasil-precisa-e-que-requiao-o-imprescindivel-nao-mude/76349</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Apr 2024 14:05:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Op-Ed]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Requião]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Sidónio Muralha]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1143" height="645" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET.jpg 1143w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-750x423.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-180x102.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1143px) 100vw, 1143px" /></div>
<p>"Requião é amigo de Lula da mesma maneira que Aristóteles era amigo de Platão". Artigo de Samuel Gomes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1143" height="645" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET.jpg 1143w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-300x169.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-750x423.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-180x102.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/Requiao-AEPET-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1143px) 100vw, 1143px" /></div>
<span id="more-76349"></span>



<p><em>Artigo de <strong>Samuel Gomes</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="394" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/O-que-o-Brasil-precisa-e-que-Requiao-o-imprescindivel-nao-mude-750x394.jpg" alt="" class="wp-image-76351" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/O-que-o-Brasil-precisa-e-que-Requiao-o-imprescindivel-nao-mude-750x394.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/O-que-o-Brasil-precisa-e-que-Requiao-o-imprescindivel-nao-mude-300x158.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/O-que-o-Brasil-precisa-e-que-Requiao-o-imprescindivel-nao-mude-180x95.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/O-que-o-Brasil-precisa-e-que-Requiao-o-imprescindivel-nao-mude-768x404.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/O-que-o-Brasil-precisa-e-que-Requiao-o-imprescindivel-nao-mude.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p>27 de março de 2024, dois anos após filiar-se ao PT, Requião deixa o partido. Em entrevista à Associação dos Engenheiros da Petrobrás, a valiosa AEPET, Requião explica para os petroleiros e para o Brasil as razões pelas quais persistirá na luta nacionalista na defesa do desenvolvimento soberano do Brasil por outro caminho partidário, ainda indefinido.</p>



<p>Ouça a curta e objetiva entrevista e faça você mesmo o seu juízo. É muito provável que você veja o mesmo Requião, com as mesmas bandeiras que empunhou durante toda a sua vida. Requião é uma daquelas raridades que Brecht homenageou no poema Os que lutam:</p>



<p><em>Há os que lutam um dia; e por isso são muito bons;</em><br><em>Há os que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;</em><br><em>Há aqueles que lutam anos; e por isso são melhores ainda;</em><br><em>Porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.</em></p>





<p></p>



<p>Requião é um político que vem de longe, como dizia Brizola. Viveu momentos de isolamento e, como os grandes generais, logo depois sorveu o vinho doce da vitória sobre as adversidades que pareciam invencíveis. Requião “morreu” muitas vezes para poder ver sepultados muitos dos seus detratores e inimigos. A maior e mais recente detratora de Requião – e responsável por ter-lhe sido subtraída a eleição certa para o Senado – foi a moribunda, mas ainda insepulta, Lava Jato. O Disparada apontou a perfídia e denunciou o crime em inspirado artigo de Jorge Bahia, <em><a href="https://disparada.com.br/lava-jato-requiao-senado-banestado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por que a Lava Jato agiu nas sombras para tirar Requião do Senado?</a></em></p>



<p>O artigo entrega mais do que o título promete. Diz não apenas o&nbsp;<em>porquê</em>, mas o&nbsp;<em>como</em>. E o como foi a insidiosa e ardilosa estratégia tipicamente lavajatista de divulgar uma suposta ligação de Requião com o esquema de corrupção que comandou o pedágio no Paraná. Logo Requião, cuja luta contra a exploração do pedágio foi tenaz e insana, na política e nos tribunais. Mas o pedágio escorchante venceu nos tribunais e o governo federal da época não estendeu a mão ao insurrecto governador. Jorge Bahia vai ao ponto:</p>



<p><em>“A Lava Jato não apontou um único fato que legitimasse o anátema a Requião. Não indicou um único ato de corrupção do governo Requião, notório combatente contra a exploração das pedageiras. Mas o descarado consórcio incestuoso entre a Lava Jato e a mídia era a lei naqueles tempos bicudos. A imprensa era o departamento de comunicação social da Lava Jato. A Lava Jato não precisava fundamentar nada. O que Moro e Deltan falassem estava falado. E virava manchete na imprensa, o que mostra que as fake news não são uma invenção do ativismo bolsonarista nas redes sociais, que apenas embruteceu o esquema picareta de uma mídia associada ao tsunami udenista do lavajatismo. Não foi apenas a indústria nacional e centenas de milhares de empregos o que a Lava Jato destruiu. Acabou também com o que ainda havia de ainda decente e sério imprensa nacional.”</em></p>



<p>Daí a sensibilidade do tema do pedágio para Requião. Isso fica claro na entrevista que o destemido nacionalista concedeu à Associação dos Engenheiros da Petrobras. Mas foi só o pedágio a separar Requião de Lula. Requião diz ter sido abandonado na luta solitária contra a privatização da companhia de energia elétrica (Copel), a ameaça de privatização da companhia de águas e saneamento (Sanepar) e na defesa do caráter público do Porto de Paranaguá.</p>



<p>Requião é de luta. Quem viveu os seus três governos conhece as bandeiras de cor. Luta vitoriosa pela&nbsp;<a href="https://www.bemparana.com.br/noticias/economia/governo-do-estado-retoma-ferroeste-11755/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">reestatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste – Ferroeste, que eu tive a honra de comandar</a>. Luta contra os transgênicos, contra a privatização da companhia de águas (Sanepar), do Porto de Paranaguá, luta para que a TV do Estado cumprisse sua missão de educar politicamente o povo, transmitindo ao vivo as reuniões semanais do secretariado, presidentes de companhias do Estado, diretores gerais, nas quais a conversa era franca e reta, ao estilo Requião.</p>



<p>O governo federal no segundo governo Requião era do presidente Lula. Requião foi um governador leal. E, por isso, profundamente crítico. As críticas de então são as mesmas de hoje:&nbsp;<em>“It’s the economy, stupid!”</em></p>



<p>Requião era e é amigo de Lula. Amigo é quem diz o que pensa para o bem do amigo. Requião é amigo de Lula da mesma maneira que Aristóteles era amigo de Platão: “Sou amigo de Platão, porém mais amigo da verdade.” Isso não significa que Aristóteles tivesse acesso mais privilegiado à verdade que Platão, mas que ele não deixaria de perseguir a verdade para não contrariar o amigo.</p>



<p>Se alguém tem dúvida da lealdade de Requião a Lula, é só ouvir ou ler o memorável discurso que senador paranaense proferiu no Plenário do Senado quando Lula estava por baixo e muitos esquivavam-se da defesa aberta do líder petista:&nbsp;<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/04/17/requiao-diz-que-lula-e-vitima-do-odio-da-elite-do-pais" rel="noreferrer noopener" target="_blank">“Requião diz que Lula é vítima do ódio da elite do país”</a>. Era 17 de abril de 2018, dez dias depois de Lula ter sido lançado à masmorra lavajatista de Curitiba.</p>



<p>Ou releiam o discurso que Requião em 2019, “Lula é culpado!”, no qual exercendo com maestria a fina arte da ironia, descreve as muitas “culpas” de Lula, para concluir:</p>



<p><em>São por essas culpas que Lula foi condenado e é mantido preso. São as culpas de Mandela, de Spartacus, de Frei Caneca, de Zumbi dos Palmares, do Conselheiro. O tal do triplex, cuja propriedade permanece em um incômodo e escandaloso limbo? Os pedalinhos dos netos em um sítio em Atibaia?</em><br><em><a href="https://jornalistaslivres.org/roberto-requiao-lula-e-culpado/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Ora, vão à merda!</a></em></p>



<p>Lula sabe disso. E sabe o que Requião representa para o Brasil. Quatro anos depois, em 7 de maio de 2022, no lançamento de sua pré-candidatura com Alckmin, em São Paulo,&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/05/07/leia-a-integra-do-discurso-de-lula-no-lancamento-da-chapa-com-alckmin#:~:text=Quem%20tem%20uma%20causa%20jamais,Brasil%20e%20do%20povo%20brasileiro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lula disse o que a presença de Requião no seu palanque simbolizava</a>:</p>



<p><em>Eu quero outra vez agradecer a vocês, a cada um de vocês. Quando eu vi o Requião aqui e vi toda a briga do Requião em defesa da soberania nacional, eu queria te dizer, companheiro Requião, que você é um jovem de 81 anos de idade e, pelo que eu te conheço, você vai ter energia o suficiente para a gente comemorar junto na praça pública a recuperação da soberania brasileira, a recuperação da industrialização desse país, a recuperação da liberdade de cada um ser o que quiser e viver como quiser, e cada um ser democrático.</em></p>



<p>Ao contrário de Ciro e outros valorosos companheiros que o guerreiro paranaense tem em alta consideração, Requião alimenta uma visão realista, mas generosa, de Lula. Ele sabe que na vida e na política, como ensinou o filósofo espanhol Ortega y Gasset, o homem é o homem e suas circunstâncias.</p>



<p>As circunstâncias levaram Requião e Lula ao mesmo palanque em 2022. O palanque no qual Lula evocava a força e a experiência de Requião para sinalizar que o seu terceiro governo seria marcado pela defesa da soberania e pela reindustrialização do Brasil. Requião viria a concorrer ao seu quarto mandato como governador do Paraná em 2022 pelo PT, depois de toda a vida num único partido, o MDB, que ajudara a fundar e de cujo manifesto histórico,&nbsp;<em><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/03/07/roberto-requiao-faz-criticas-ao-documento-ponte-para-o-futuro-do-pmdb" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esperança e Mudança</a></em>, fora um dos autores.</p>



<p>As circunstâncias mudaram para Lula, segundo enxerga Requião.&nbsp;<em>“Y es que en este mundo traidor / nada hay verdad ni mentira / todo es según el color del cristal con que se mira”</em>, disse o poeta. Se em 2022 a lente pela qual Lula e Requião viam as coisas neste mundo cambiante parecia ser a mesma ou semelhante, hoje já não é. E o caminho natural é a separação – momentânea? – para que o Brasil não perca o que Requião tem de melhor, a sua tenacidade na defesa do desenvolvimento soberano do Brasil com justiça social.</p>



<p>Nestes tempos trevosos, o Brasil precisa mais que nunca de políticos de coragem. Coragem que Requião demonstrou em toda a sua vida e que ficou notória para o grande público no histórico discurso contra o golpe institucional contra Dilma.&nbsp;<a href="https://arquivosdaditadura.com.br/documento/audio/madrugada-que-nacao-ficou-acefala" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O tonitruante paranaense repetiu as palavras do mineiro Tancredo Neves na fatídica noite de 31 de março de 1964</a>: “Canalhas! Canalhas!”. E depois, mesmo sendo Temer do seu partido, o MDB, Requião fez-lhe oposição feroz, ao&nbsp;<a href="https://www.conversaafiada.com.br/politica/requiao-um-ano-depois-canalhas-canalhas-canalhas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">denunciar o desmonte das garantias sociais e trabalhistas</a>.</p>



<p>São tempos encrespados o que vivemos. Assoma-se agora à mente uma dupla memória; a de uma pérola de Fernando Pessoa e de uma lição que a vida me ensinou. A lição, a aprendi aos 19 anos a bordo de um veleiro no coração de uma tempestade em alto mar a caminho da África. O pequeno veleiro era uma rolha indefesa ao sabor das vagas, da chuva, dos raios e dos trovões. Eu, o jovem marinheiro que fora destacado pelo capitão para amarrar-me ao mastro e baixar uma vela rasgada pela furiosa ventania. Cumpri a missão sem ter tempo para ter medo. Antes – não estranhe! – fui tomado de um sentimento de êxtase, júbilo e de uma coragem assombrosa, como se a força da tempestade irrompesse adentro do meu jovem espírito de descendente de velhos navegadores açorianos que aportaram no Rio Grande do Sul em 1730. Assim é a vida. Às vezes não nos é dado fazer outra coisa que não o que há de ser feito, como diz Fernando Pessoa em “Palavras de Pórtico” e como canta em verso o também português Sidónio Muralha, em “Roteiro”, o poema predileto de Requião:</p>



<p><em>Parar. Parar não paro.</em><br><em>Esquecer. Esquecer não esqueço.</em><br><em>Se caráter custa caro</em><br><em>pago o preço.</em></p>



<p><em>Pago embora seja raro.</em><br><em>mas homem não tem avesso</em><br><em>e o peso da pedra eu comparo</em><br><em>à força do arremesso.</em></p>



<p><em>Um rio, só se for claro.</em><br><em>Correr sim, mas sem tropeço.</em><br><em>Mas se tropeçar não paro</em><br><em>– não paro nem mereço.</em></p>



<p><em>E que ninguém me dê amparo</em><br><em>nem me pergunte se padeço.</em><br><em>Não sou nem serei avaro</em><br><em>– se caráter custa caro</em><br><em>pago o preço.</em></p>



<p>É o homem na missão. Requião tem o sentido da missão, que vem dos seus antepassados nordestinos e da força de sua própria biografia. Missão e fé. A fé, diz Fernando Pessoa, é o instinto da ação. Requião é um homem de ação. Logo, um realista. Coisa bem diferente de um pragmático daqueles que vicejam rastejantes nos salões do poder a esperar algumas migalhas douradas. Nos atos destemidos de Requião é justo reconhecer aquela grandeza, tão costumeiramente incompreendida, eternizada por Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego:</p>



<p><em>“A única atitude digna de um homem superior é o persistir tenaz de uma atividade que se reconhece inútil, o hábito de uma disciplina que sabe estéril, e o uso de normas de pensamento filosófico e metafísico cuja importância se sente nula.”</em></p>



<p>Requião, que milhões de brasileiros querem ainda ver cumprindo sua mais alta missão perante a Pátria, é o pescador Santiago, protagonista de “O velho e mar”, de Hemingway, que, mesmo depois de dias e dias sem qualquer perspectiva de encontrar o grande peixe com que sonhava, exercia diligentemente o seu cotidiano ofício:</p>



<p><em>“Ele cuidadosamente preparou suas linhas e seus anzóis, os vistoriou cuidadosamente e disse para si mesmo que tinha que estar preparado para a oportunidade. Agora estava tudo preparado. Ele pensou em tudo o que havia a fazer. Ele também sabia o que devia fazer. Mas, às vezes, um homem espera por toda uma vida por essa oportunidade. E então, quando ela vem, ele não consegue fazer uso dela.”</em></p>



<p>É isso. Todo o mais a Deus pertence. Deus, como sabemos, é brasileiro. E também o é Requião.</p>



<p><em>Alea jacta est.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-cyan-bluish-gray-color has-alpha-channel-opacity has-cyan-bluish-gray-background-color has-background"/>



<p><em><strong>Samuel Gome</strong>s é advogado e professor, mestre em Filosofia do Direito, Consultor em Poder Legislativo, Relações Governamentais e Negócios Internacionais.</em></p>
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		<title>EUA proíbem amianto e o Brasil permanece na contramão</title>
		<link>https://www.correiodolitoral.com/eua-proibem-amianto-e-o-brasil-permanece-na-contramao/76322</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Artigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2024 15:02:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Op-Ed]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="625" height="469" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3.jpg 625w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-300x225.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-180x135.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-86x64.jpg 86w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /></div>
<p>Fibra natural tem diversas aplicações industriais, é usada há centenas de anos, mas, diante dos milhões de casos comprovados de cânceres e mortes que causa no mundo, vêm sendo globalmente banida. Na contramão, Brasil ainda é protagonista na exportação do produto  Artigo de Claudia Guadagnin Os Estados Unidos anunciaram no dia 18 de março a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.correiodolitoral.com/eua-proibem-amianto-e-o-brasil-permanece-na-contramao/76322">EUA proíbem amianto e o Brasil permanece na contramão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.correiodolitoral.com">Correio do Litoral</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="625" height="469" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3.jpg 625w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-300x225.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-180x135.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-86x64.jpg 86w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /></div>
<p><em>Fibra natural tem diversas aplicações industriais, é usada há centenas de anos, mas, diante dos milhões de casos comprovados de cânceres e mortes que causa no mundo, vêm sendo globalmente banida. Na contramão, Brasil ainda é protagonista na exportação do produto </em></p>



<span id="more-76322"></span>



<p><em>Artigo de <strong>Claudia Guadagnin</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="625" height="469" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3.jpg" alt="" class="wp-image-76324" style="object-fit:cover" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3.jpg 625w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-300x225.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-180x135.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/3-86x64.jpg 86w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /><figcaption class="wp-element-caption">© Creative Commons</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Os <a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2024/03/18/eua-proibe-amianto-por-completo.htm">Estados Unidos anunciaram no dia 18 de março a proibição do último tipo de amianto ainda utilizado por algumas indústrias do país</a>. Isso ocorre meio século depois de o governo norte-americano iniciar a luta contra a utilização desse mineral altamente cancerígeno. </p>



<p>O <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/amianto#:~:text=Amianto%20ou%20asbesto%20s%C3%A3o%20nomes,e%20baixo%20custo%20de%20explora%C3%A7%C3%A3o.">amianto </a>é uma fibra natural que, apesar das várias aplicações industriais que tem, é altamente prejudicial à saúde humana e, por isso, teve seu uso proibido em diversos países do mundo. A <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/24/opinion/1416832282_033103.html">Islândia foi o primeiro país a banir a substância</a>, em 1983, seguido pela Noruega, em 1984, Dinamarca e Suécia, em 1986. Em 2005, foi proibido pela <a href="https://oglobo.globo.com/economia/rio20/amianto-processos-se-espalham-na-europa-4976417">União Europeia</a>. Países como Austrália, Japão, Coreia do Sul e Canadá, por exemplo, também já aderiram à proibição.&nbsp;</p>



<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), também reconheceram o risco cancerígeno do amianto, afirmando que ele causa milhares de mortes por ano no mundo, e aconselhando países de todo o globo a eliminar integralmente o uso do produto para prevenir doenças graves, como o câncer.&nbsp;</p>



<p>O <a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/YKrByqktNfwVZpFYZXpYnbL/">amianto pode ser encontrado em mais de três mil tipos de produtos</a>, como telhas, caixas d&#8217;água, pastilhas de freios e revestimentos de discos de embreagem em veículos, em vestimentas especiais &#8211; como a do corpo de bombeiros &#8211; materiais plásticos, termoplásticos, de isolamento e vedação, tubulações, massas e em tintas e pisos vinílicos, por exemplo. Já foi muito utilizado, principalmente, por suas qualidades de flexibilidade, resistência ao fogo, ao ataque químico e biológico, por sua durabilidade e similaridade com o cimento e as resinas e pelo valor acessível para a indústria. Segundo a OMS, <a href="https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/12742/1/Amianto-%20Cancer-e-outras-Doencas-2020.pdf">mais de 125 milhões de pessoas em todo mundo</a> estão expostas ao amianto em seus locais de trabalho, por meio da inalação de fibras presentes no ar.&nbsp;</p>



<p><a href="https://conexaoplaneta.com.br/blog/fernanda-giannasi-nao-ha-uso-seguro-para-o-amianto/">Fernanda Giannasi</a>, brasileira que conquistou <a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/07/100721_amianto_erin_dg">reputação internacional</a> por seu trabalho contra a indústria do amianto no Brasil, e autora do <a href="https://amarelograo.com.br/livros/Livro-Eternidade-Marina-Moura.pdf">livro <em>A Eternidade &#8211; A construção social do banimento do amianto</em></a>, destaca na obra que há registros da presença do elemento até em brinquedos, filtros de cigarro e absorvente íntimo. Ela reforça que “<a href="https://conexaoplaneta.com.br/blog/fernanda-giannasi-nao-ha-uso-seguro-para-o-amianto/">não há uso seguro para o amianto</a>”.&nbsp;</p>



<p>Após ter sido banido em <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/24/opinion/1416832282_033103.html">mais de 60 países</a>, agora, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) também fechou as portas para o amianto que, causa <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/amianto">câncer de pulmão, ovário e laringe, no trato digestivo, reto e cólon, entre outros tipos de neoplasias</a>.&nbsp;</p>



<p>A <a href="https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-pulmonares-e-das-vias-respirat%C3%B3rias/doen%C3%A7as-pulmonares-ambientais/asbestose">asbestose</a>, conhecida como “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=R2__iCjXTPY">pulmão de pedra</a>”, é outra doença progressiva e fatal causada pela contaminação pelo amianto. A inalação da fibra provoca na pessoa um endurecimento progressivo do pulmão, até impedir o movimento de expiração e inspiração. As vítimas de asbestose, portanto, morrem lenta e dolorosamente por asfixia. As doenças, segundo os médicos, manifestam-se, em média, após dez a quinze anos do período de contaminação.&nbsp;</p>



<p>De acordo com uma reportagem veiculada no jornal <a href="https://www.brasildefato.com.br/2019/05/16/de-mineral-magico-a-poeira-assassina-volta-do-amianto-pode-causar-epidemia-de-cancer">Brasil de Fato</a> em 2019, “segundo estimativas, essa exposição ocupacional (de quem trabalha diretamente com o mineral) ou ambiental (de quem vive próximo de produtos com amianto) mata, pelo menos, 200 mil pessoas por ano. No Brasil, a população tem contato com cerca de 7 milhões de toneladas de amianto”, diz a matéria.&nbsp;</p>



<p>A reportagem também evidencia casos de pessoas que trabalharam com a produção de materiais que contêm amianto e passaram a sofrer com cânceres gravíssimos causados pelo contato com o produto. Não apenas os trabalhadores que fabricam e manipulam produtos, mas toda a população acaba afetada pela exposição ambiental, principalmente, os moradores que vivem nas proximidades de fábricas onde se manipula a fibra.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alternativas ao amianto&nbsp;</strong></h3>



<p>Há décadas, a discussão sobre o problema já ocorre, mas só agora os Estados Unidos encerram, definitivamente, a utilização do produto no país. O uso do material foi restringido pela legislação norte-americana entre os anos de 1972 e 1989, mas o amianto de crisotila ainda estava em uso nos Estados Unidos. Ele ainda era bastante utilizado pela indústria automotiva e também na fabricação de alvejantes à base de cloro, incluindo os utilizados no processo de purificação da água e da soda cáustica.&nbsp;</p>



<p>De acordo com uma reportagem veiculada na <a href="https://www.fastcompany.com/90208948/under-trumps-epa-asbestos-might-be-making-a-comeback?utm_medium=website&amp;utm_source=archdaily.com.br"><em>Fast Company</em></a>, na administração do ex-presidente Donald Trump, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) foi orientada a tornar ainda mais fácil para as empresas introduzirem novos usos de produtos contendo amianto nos EUA. A nova regulamentação norte-americana anunciada pelo presidente Joe Biden, no entanto, agora proíbe imediatamente a importação de amianto para a produção de cloro.&nbsp;</p>



<p>Segundo a EPA, as oito fábricas do país que ainda utilizavam o amianto para produzir cloro nos Estados Unidos se beneficiarão de um “período de transição” de alguns anos, que lhes permitirá mudar de tecnologia sem correr o risco de afetar os processos de purificação da água. Também já está previsto um período de transição para a indústria automotiva.&nbsp;</p>



<p>Entre as centenas de alternativas de tecnologias mais seguras que já existem para substituir o elemento estão celulose, fibra cerâmica, fibra de vidro, fibra aramida, grafite, entre outros diversos materiais mais tecnológicos e muito menos nocivos à saúde humana. Pesquisadores do <a href="https://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/na-imprensa/pesquisadores-desenvolvem-um-substituto-para-o-amianto/">Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos</a> (CMDMC), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já desenvolveram, por exemplo, uma fibra cerâmica com a proposta de substituir com excelência o amianto. De acordo com os pesquisadores, “ela é “biocompatível, o que significa que não há problema em absorvê-la pela respiração, diferentemente do que acontece com o amianto”, afirma Elson Longo, coordenador do CMDMC. O projeto também contou com a colaboração também do professor José Arana Varela da Universidade Estadual Paulista (Unesp). De acordo com eles, a fibra cerâmica, além de substituir o amianto, pode também ser aplicada para aumentar a resistência mecânica do cimento e para fazer isolamento térmico, entre outras aplicações.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O cenário do amianto no Brasil </strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="956" height="500" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/2-750x392.jpg" alt="" class="wp-image-76325" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/2-750x392.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/2-300x157.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/2-180x94.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/2-768x402.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/2.jpg 956w" sizes="auto, (max-width: 956px) 100vw, 956px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mina em Goiás, onde se extrai o amianto | foto: Fernanda Giannasi Abrea<br><br></figcaption></figure>



<p>No Brasil, por sete votos a dois, em 2017, a exploração do mineral foi proibida pelo STF, o Supremo Tribunal Federal, depois de pelo menos três décadas de discussão sobre o assunto (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9055.htm">Lei Federal 9.055/199</a>). Com isso, o Congresso Nacional e os estados ficaram proibidos de aprovar leis que autorizem o uso do material e&nbsp; território nacional. Porém, uma lei estadual de 2019 <a href="https://abrea.org.br/not%C3%ADcias/publica%C3%A7%C3%B5es/437-amianto-em-goi%C3%A1s-entenda-a-disputa-jur%C3%ADdica.html">(Lei nº 20.514)</a> autorizou a retomada da exploração do amianto crisotila para exportação. Três anos depois, em novembro de 2022, o STF atendeu a um pedido do Ministério Público Federal e<a href="https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2022/11/22/stj-ordena-que-sama-pare-de-extrair-amianto-em-minacu.ghtml"> determinou novamente a suspensão da exploração</a> até que fosse avaliado se a legislação é ou não inconstitucional. O alerta sobre os riscos do amianto é feito desde o início da década de 1990, mas em outros países do mundo, os estudos sobre o potencial cancerígeno do produto vêm de muito antes: 1955.&nbsp;</p>



<p>As maiores pressões para a manutenção da liberação da exportação do amianto no Brasil vêm especialmente do Governo de Goiás e da Prefeitura de Minaçu, município de cerca de 30 mil habitantes, que tem na extração do amianto a principal fonte econômica da cidade. Em 1962, foi descoberta no local a maior mina de amianto em atividade até hoje no Brasil, conhecida como Cana Brava, de propriedade da empresa Sama Minerações. A exploração do amianto no país data de 1923, mas foi a partir da descoberta da mina que o Brasil deixou de ser importador de fibra e passou a ser exportador, ocupando hoje a terceira posição na produção mundial.&nbsp;</p>



<p>Uma <a href="https://www.cut.org.br/noticias/minacu-a-cidade-que-respira-o-amianto-e805" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem da Central Única dos Trabalhadores (CUT)</a>, evidenciou que, com um total de 300 mil toneladas extraídas todo ano, a mina de Minaçu é a terceira maior mina de amianto crisotila do planeta depois da Rússia (a maior do mundo) e do Canadá. E é a única ainda em atividade no continente latino americano. “Nada menos do que 13% de todo o amianto vendido no mundo sai de Minaçu”, destacou a reportagem. </p>



<p>Os pedidos de manutenção da produção de amianto no país, dizem defensores da ideia, buscariam defender os interesses da população, que depende dos empregos na mina para sobreviver em Minaçu. Mas há outros interesses econômicos e políticos por trás da intenção.&nbsp;</p>



<p>Em 2019, uma comissão de senadores, entre eles o então presidente do Senado, David Samuel Alcolumbre (DEM), Vanderlan Cardoso (PP), Luis do Carmo (MDB) e Chico Rodrigues (DEM) foram, acompanhados pelo até hoje governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), líder ruralista e empresarial goiano, à cidade de Minaçu para <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/04/26/presidente-do-senado-acompanha-comissao-em-visita-a-minacu-em-goias">defender a volta da exploração do amianto</a>. Na época, uma declaração feita para uma reportagem da TV Senado, Alcolumbre falou sobre o interesse financeiro por trás da proposta. “Não é possível que a frieza de uma linha de lei possa se sobrepor à vida das pessoas que trabalham, que tiram seu sustento com dignidade, nessa mineradora, fazendo com que riquezas sejam transferidas para este município, para o Estado de Goiás e para o Brasil”, <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/04/26/presidente-do-senado-acompanha-comissao-em-visita-a-minacu-em-goias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disse o senador</a>. Os esforços do grupo buscavam desconstruir as evidências médicas e científicas em relação ao risco de vida que o amianto representa para toda a sociedade.</p>



<p>Atualmente, a comercialização de amianto para o mercado interno no Brasil é proibida, mas a fábrica de Minaçu continua exportando o material livremente. Com o banimento da fibra nos Estados Unidos, as exportações passam a se limitar a países que ainda não proibiram o uso do produto, especialmente, os periféricos ou em desenvolvimento, onde ele continua sendo usado em grandes quantidades na construção civil, de modo geral em áreas mais carentes dos centros urbanos. Países como Venezuela, Colômbia, Suriname, Equador, México, Bolívia, Panamá, Nigéria, Etiópia, Angola, Cuba, entre outros, ainda não proibiram o uso do produto. <a href="https://reporterbrasil.org.br/documentarios/naorespire/#Proibidos">A lista completa pode ser conferida aqui.&nbsp;</a></p>



<p>Diante do cenário global, é urgente retomar as discussões para a proibição da exportação do amianto pelo Brasil. E quanto às necessidades da população, que ainda tem como fonte de recursos majoritária o trabalho relacionado à fabricação do material, seriam necessárias políticas públicas para um redirecionamento econômico da região, a fim de que a população do município tivesse outras oportunidades de garantir o sustento e ter acesso à direitos básicos e essenciais de qualidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Documentário “Não respire”</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="373" src="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/262fddf3-6354-4eb8-b531-8eb4452012fb-750x373.jpg" alt="" class="wp-image-76323" srcset="https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/262fddf3-6354-4eb8-b531-8eb4452012fb-750x373.jpg 750w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/262fddf3-6354-4eb8-b531-8eb4452012fb-300x149.jpg 300w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/262fddf3-6354-4eb8-b531-8eb4452012fb-180x90.jpg 180w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/262fddf3-6354-4eb8-b531-8eb4452012fb-768x382.jpg 768w, https://www.correiodolitoral.com/wp-content/uploads/2024/04/262fddf3-6354-4eb8-b531-8eb4452012fb.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



<p></p>



<p>O documentário “<a href="https://www.youtube.com/watch?embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Freporterbrasil.org.br%2F&amp;embeds_referring_origin=https%3A%2F%2Freporterbrasil.org.br&amp;source_ve_path=MzY4NDIsMjg2NjQsMTY0NTAz&amp;feature=emb_share&amp;v=NptrP1p3OQ4"><strong>Não Respire – Contém Amianto</strong></a><strong>”</strong> investiga como a indústria do produto – a partir de doações para campanhas políticas, financiamentos a pesquisas acadêmicas e investimentos em marketing – trabalha para vender a imagem de que o tipo de amianto usado no bilionário mercado brasileiro de telhas, chamado de “crisotila”, não é tão ruim assim.  Ele pode ser visto aqui: <a href="https://reporterbrasil.org.br/documentarios/naorespire/">https://reporterbrasil.org.br/documentarios/naorespire/</a> </p>



<p>Confira também a publicação do Ministério da Saúde e do INCA (Instituto Nacional do Câncer): <a href="https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/12742/1/Amianto-%20Cancer-e-outras-Doencas-2020.pdf"><strong>Amianto, câncer e outras doenças: você conhece os riscos? </strong></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-cyan-bluish-gray-color has-alpha-channel-opacity has-cyan-bluish-gray-background-color has-background"/>



<p><strong><em>Claudia Guadagnin é </em></strong><em>jornalista, pós-graduada em Antropologia Cultural e mestra em Direitos Humanos e Políticas Públicas. Soma mais de uma década e meia de trabalhos jornalísticos em prol de temas socioambientais. </em></p>
<p>O post <a href="https://www.correiodolitoral.com/eua-proibem-amianto-e-o-brasil-permanece-na-contramao/76322">EUA proíbem amianto e o Brasil permanece na contramão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.correiodolitoral.com">Correio do Litoral</a>.</p>
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