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Com apoio do MPJ, Igor Moraes celebra primeira participação no campeonato de acesso à WSL

Surfista patrocinado pelo I’Max destacou o aprendizado após competir no Challenger Series; falta de apoio ainda é entrave para muitos atletas do circuito, até para profissionais como o matinhense Peterson Crisanto
Foto: WSL / Divulgação

O surfista Igor Moraes encerrou sua participação no Challenger Series com a eliminação no Round 80 em Newcastle (AUS), no último domingo (8), ficando na 67º posição do ranking geral. Agora, o atleta retoma o foco nas etapas do Qualifying Series para obter novamente o índice e voltar a disputar a competição que dá acesso ao Championship Tour, a principal categoria da WSL (sigla em inglês para Liga Mundial de Surfe).

Igor participou ainda de outras seis etapas do Challenger na temporada, sempre estampando a marca do MPJ* (Mais pelo Jornalismo) na ponta da prancha. O principal resultado foi o 17º lugar na Califórnia (EUA), na disputa que aconteceu entre julho e agosto do ano passado. 

Igor também foi o 49ª colocado no Ballito Pro, na África do Sul, caiu no Round of 64 da etapa de Pipeline, no Havaí (EUA) e avançou até o 65º lugar na etapa brasileira disputada em Saquarema, no Rio de Janeiro, em outubro. Em Newcastle (AUS), que também foi primeira sede do torneio ainda em junho de 2025, e na Ericeira, em Portugal, o atleta se despediu nas fases iniciais, ficando com a 73º colocação.

“A experiência de surfar e competir em grandes palcos mundiais foi um sonho realizado. Normalmente, não é na primeira disputa do Challenger que o acesso para a elite vem, mas ouvir meu nome ser chamado e entrar no mar sabendo que alguém acreditou em mim já valeu demais. Sou muito grato ao MPJ por ajudar a proporcionar tudo isso”, declarou o surfista.

Foi a primeira vez que o I’MAX, líder de mailings de imprensa no Brasil, investiu em em patrocínio, com o objetivo  de promover a exposição pública do MPJ, iniciativa que valoriza o jornalismo local nas regiões desassistidas pela mídia tradicional. A proposta associou a imagem de Igor Moraes a temas de letramento midiático, combate a fake news e revalorização do jornalismo, relembrando às pessoas a importância de se informarem por meio dos meios de imprensa das suas cidades.

“Jornalismo local e surfe parecem mundos distantes, mas têm muita afinidade: são batalhas solitárias e enfrentam um mar de obstáculos. Ficamos muito orgulhosos com toda a trajetória do Igor e por poder ajudar um atleta, que vive o auge de sua carreira, a realizar seus objetivos. É isso também que queremos desenvolver  nos publishers locais: vontade e determinação para reduzirmos os desertos de notícias”, afirmou Fernanda Lara, CEO do I’Max e idealizadora do MPJ.

O deserto de notícias ainda é realidade em 45% (2.504 dos 5.570) municípios brasileiros, segundo a edição de 2025 do Atlas da Notícia. São 20,66 milhões de brasileiros em municípios sem nenhum veículo jornalístico, cerca de 10% da população total.

Momento paradoxal

O surfe brasileiro vive um momento paradoxal. Bi-campeão olímpico e vencedor de seis das últimas sete edições da World Surf League (WSL), o país ampliou sua presença no mercado global da modalidade e passou a dialogar com segmentos antes distantes. Ainda assim, os atletas seguem enfrentando um obstáculo básico: a falta de patrocínio para competir.

De olho no número crescente de fãs e praticantes – são, respectivamente, 45 milhões e 3 milhões, de acordo com a International Surfing Association (ISA) – a Louis Vuitton já lançou uma linha com malas específicas para equipamentos, roupas técnicas e acessórios de viagem, reforçando a transformação da modalidade em um ativo do luxo contemporâneo.

Por outro lado, a realidade competitiva de muitos atletas segue marcada por incertezas. O tricampeão mundial e campeão olímpico Gabriel Medina anunciou o encerramento da parceria com a Rip Curl, após 17 anos de vínculo. Fora da elite, a situação ainda é mais delicada: o surfista Peterson Crisanto, matinhense de 33 anos, ficou de fora da etapa de Pipeline do Challenger Series, no Havaí, mesmo estando classificado, pela falta de dinheiro para custear a viagem.

“Essa dualidade também aparece no jornalismo, que é uma ferramenta tão importante para a democracia. Mesmo com a gente tendo uma quantidade  enorme de informações atualmente, ainda vemos um grande e árido deserto de notícias. Precisamos, em ambos os casos, do apoio consistente, para que todo mercado continue se alimentando e crescendo em um círculo virtuoso. Não podemos entrar no mar sem saber se teremos condições de chegar à próxima etapa”, completa a CEO do I’Max.

Sobre o I’Max

O I’Max é líder no segmento de plataforma de mailing de imprensa no Brasil. A empresa conecta empresas grandes e pequenas a jornalistas das mais variadas mídias do país (como sites, TVs, rádios e jornais). Com a plataforma, assessores de imprensa e demais profissionais de Relações Públicas criam press releases, sugestões de pauta e demais conteúdos, selecionam os jornalistas certos usando filtros e disparam as informações para os e-mails atualizados dos profissionais de imprensa.


* O Correio do Litoral participa da rede MPJ

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