Correio do Litoral
Notícias do Litoral do Paraná
Matinhos 57 anos 1500 x 250

Projeto de Educação Ambiental vai auxiliar gestão das unidades de conservação da APA de Guaratuba

Em prol de uma gestão territorial participativa, foi lançado no dia 24 de maio, em Guaratuba, o Projeto Político-Pedagógico mediado pela Educação Ambiental (PPPEA) da Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, abrangendo os parques nacionais Guaricana e Saint-Hilaire/Lange, o Parque Estadual do Boguaçu, o Parque Natural Municipal da Lagoa do Parado e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Encontro das Águas. 

A elaboração do PPPEA foi desenvolvida ao longo de dois anos, envolveu 63 atores sociais e 37 instituições do território. O lançamento contou com a presença de cerca de 100 pessoas durante a manhã, e na parte da tarde foi feito o planejamento dos próximos passos para implementação do projeto e criação da Rede Gestora do PPPEA do Território da APA de Guaratuba.    

No sábado (25), na Praça dos Namorados em Guaratuba, ocorreu a Festa Feira do PPPEA para a comunidade. Foi um momento de celebração e compartilhamento de projetos de educação ambiental, shows musicais e apresentações culturais.   

O PPPEA é fruto de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão das duas unidades de conservação federais, e o Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental paranaense responsável pela APA de Guaratuba e pelo Parque Estadual Boguaçu, que firmaram Acordo de Cooperação Técnica para a realização deste trabalho.   

Ao longo dos dois anos, foram realizadas dez oficinas em diferentes municípios do território e inúmeras reuniões, demonstrando o comprometimento na construção de um documento orientador para ações de educação ambiental no território, fundamental para a conservação da biodiversidade e para a preservação dos modos de vida tradicionais.  

A abordagem participativa foi o alicerce sobre o qual foi construída cada etapa dessa jornada. Diversas vozes, perspectivas, saberes e experiências foram considerados e valorizados durante o processo. 

O PPPEA visa orientar o planejamento e a implementação de ações educativas, envolvendo as unidades de conservação, seus entornos e zonas de amortecimento, promovendo a integração e o fortalecimento da participação e controle social nos processos de gestão ambiental pública, buscando atuar na gestão de conflitos diagnosticados na construção do projeto.   

Foto: ICMBio / Divulgação

“Nunca havia vivenciado um processo de construção com tantos atores envolvidos. A parceria com o ICMBio e o IAT e demais parceiros tem sido verdadeiramente enriquecedora. As oficinas na UFPR Litoral e demais territórios têm sido arenas de diálogos e reflexões e juntos a gente explorou os intrincados caminhos que levam à melhoria da qualidade de vida efetivamente das diversas comunidades que aqui constroem suas vidas e resistem. Nessa vivência de dois anos temos nutrido o entendimento mútuo e a consciência coletiva sobre as importâncias vitais das nossas ações e o poder da colaboração e da educação, como pilares fundamentais para uma gestão territorial sustentável no qual todos sejam beneficiados”, declarou na mesa de abertura do lançamento a professora Vanessa Marion Andreoli, diretora da Universidade Federal do Paraná – UFPR Setor Litoral, que participou ativamente de todo o processo.    

“Cabe esclarecer o contexto de que a Educação Ambiental no Brasil foi abordada pela primeira vez em 1981, na Política Nacional de Meio Ambiente, sendo reafirmada na Constituição de 1988, e em 1999 foi instituída como Política Pública pela Lei n.º 9.795. Desde então, acredita-se que por meio da Educação Ambiental seria possível formar uma geração de indivíduos voltada à cultura da sustentabilidade”, escreveu na introdução do documento do PPPEA a pedagoga e educadora ambiental da Equipe Técnica do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Paraná, Wanderleia Aparecida Coelho.   

Para a sua implementação, a nova Rede Gestora será responsável pela articulação e coordenação das ações previstas no Plano. O próximo passo é o detalhamento de como executar os cinco projetos eleitos como prioritários para execução no território.  

Fonte: Comunicação ICMBio

Leia também