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Unespar Paranaguá decide manter greve

Professores e agentes universitários da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) em Paranaguá decidiram, na noite de quarta-feira (10), manter a greve por reajuste salarial. A decisão foi reforçada pela falta de condições do campus.

Obras iniciadas em 2014 estão paralisadas novamente por falta de pagamento pelo Governo do Paraná. De acordo com o blog da jornalista Luciane Chiarelli, a assembleia na Unespar Paranaguá durou cerca de três horas e teve informes, explanações, comentários, dúvidas e protestos.

O site da rádio Ilha do Mel, informa que o presidente do Diretório Central dos Estudantes – DCE 29 de Julho, Alex Vizine, disse o principal problema relatado pelos funcionários e alunos da Unespar Paranaguá é o atraso das obras.

“A reforma, que começou em outubro do ano passado, ainda não foi finalizada, e por isso as aulas teriam que ser lecionadas em escolas da rede estadual, próximas à Unespar – opção que não foi bem aceita pelos profissionais”, informa a jornalista Lisane Albini, da Ilha do Mel.

“Os professores estão com medo que essa solução provisória de utilizar as escolas estaduais para lecionar acabe se estendendo”, disse o professor João Guilherme de Souza Corrêa, um dos líderes do comando de greve, à rádio..

A empreiteira responsável pelas obras já finalizaram as reformas nos banheiros do Bloco A, onde estão alocados os cursos de Letras, História e Matemática. Já nos outros blocos, não há previsão da data de finalização das obras nos banheiros e nas salas de aula. O que foi apresentado na assembléia de ontem é que, caso o Governo repasse o pagamento dos serviços para a empresa responsável até esta sexta-feira (12), a empreiteira se compromete a finalizar os reparos em 10 dias (período para finalização da colocação do piso (azulejo) em 5 salas, mas vale lembrar que as mesmas ainda estão sem portas e sem janelas novas).

De acordo com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), as obras emergenciais da Unespar Paranaguá foram concluídas e que, no prazo máximo de 60 dias, a obra toda estará concluída.

Estão sendo realizadas assembleias em todos os campus das universidades estaduais do Paraná. Os profissionais reivindicam reposição salarial da inflação, de 8,17%. O governo oferece o mesmo que ofereceu aos professores do ensino básico: 3,45% é referente à inflação entre os meses de maio, quando vence a data-base da categoria, a dezembro de 2014, e o restante da inflação acumulada em 2015, mais 1%, em janeiro de 2016. A proposta do governo prevê reposições até 2018. Os professores do ensino básico reunidos na APP Sindicato decidiram voltar ao trabalho.

Além das questões salariais e de carreira, os professores e agentes universitários exigem investimentos no ensino e na estrutura das universidades.
Com informação dos sindicatos Rádio Ilha do Mel, Blog da Luciane e Gazeta do Povo
Fotos: Alex Vizine publicadas no site da Ilha do Mel FM

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