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Procuradora explica que licitação do lixo sofreu varredura do TCE

O Gaeco, órgão do Ministério Público do Paraná, cumpriu mandados de busca em uma operação que investiga denúncias de fraude na licitação do lixo em Guaratuba.

Os mandados foram cumpridos na casa e no gabinete do prefeito, na casa e no gabinete da procuradora-geral, na Secretaria Municipal do Meio Ambiente e no setor de licitações. Em Curitiba, foram cumpridos mandados na sede de empresa Transresíduos e em duas residências de empresários vinculados à empresa, informa o MPPR.

Em nota, a Prefeitura afirmou que a licitação “seguiu todos os trâmites legais e atendeu aos princípios da moralidade, ética e transparência” e ainda “foi analisada de modo amplo pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná”. Também informa “que está colaborando com a investigação do Ministério Público e do Gaeco e franqueando acesso a todos os documentos e informações que forem necessários”.

Leia a nota:

A Prefeitura de Guaratuba vem a público informar que está colaborando com a investigação do Ministério Público e do Gaeco e franqueando acesso a todos os documentos e informações que forem necessários a respeito da licitação para contratação de empresa de coleta e destinação do lixo.

A Administração Municipal ressalta que o certame seguiu todos os trâmites legais e atendeu aos princípios da moralidade, ética e transparência. É importante destacar que essa licitação já foi analisada de modo amplo pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

Por fim, a Administração repudia qualquer prejulgamento e informa que prestará as informações assim que tomar conhecimento da investigação que, seguramente, vai comprovar a lisura de todo processo licitatório.

“Eu não devo absolutamente nada”

Em um vídeo, a procuradora-geral do Município, Denise Lopes Silva Gouveia, explica emocionada e de forma contundente, detalhes do processo licitatório do lixo. Dra Denise falou de sua trajetória como servidora de carreira desde 1995 e contou como se sentiu quando viu policiais apontando armas para ela quando abriu a porta de sua casa às 6h da manhã.

A procuradora disse que “como operadora do Direito” entendeu que a invasão dos policiais era apenas um cumprimento de um dever e que ficou mais preocupada, diante da inevitável repercussão que o caso teria, em esclarecer a situação para seus filhos que estudam em outra cidade e pra todo mundo.

“Eu não quero ter de andar pelas ruas de Guaratuba com a cabeça abaixada porque eu não devo absolutamente nada”, diz, emocionada.

“Eu venho aqui dizer que o prefeito Roberto Justus em nenhum momento me pediu para que eu fizesse alguma coisa irregular à frente da Procuradoria. Esse processo licitatório sofreu varredura pelo Tribunal (Tribunal de Contas do Estado do Paraná), o Tribunal orientou cada detalhe”, conta.

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