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Dos grandes torneios às disputas online, Paraná é um celeiro de craques no Poker

O poker é um dos esportes da mente mais populares no Brasil, com cerca de 8 milhões de praticantes espalhados por todas as regiões do país. Porém, se existe um estado que pode se autointitular um “celeiro” de grandes jogadores da modalidade, esse estado é o Paraná.

Isso porque tanto no cenário de torneios ao vivo quanto nas disputas de competições e cash games online, o estado está bem servido de representantes nas mesas e já formou campeões nacionais e mundiais, além de ter representantes nos principais rankings do poker, como o Global Poker Index e o Pocket Fives.

Campeões mundiais

 

A nível mundial, talvez o grande nome seja o curitibano Alexandre Gomes. Aos 37 anos, ele já não figura nos maiores torneios oficiais há cerca de dois anos, mas fez uma carreira brilhante no esporte da mente ao longo de mais de uma década como jogador profissional.

Em 2008, o jogador fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar um bracelete do World Series of Poker, o principal torneio de poker do planeta. O feito aconteceu em junho daquele ano, no evento de número 39, em Las Vegas. Alexandre levou pra casa o prêmio generoso de US$ 770 mil (R$ 4,1 milhões na cotação atual).

Porém, em termos de premiação, essa não foi a sua maior da carreira. Dois anos depois, também em Las Vegas, ele ficou com o título da Bellagio Cup, uma das etapas da World Poker Tour, e faturou o prêmio de US$ 1,187 milhão (mais de R$ 6,4 milhões). Essa é, até hoje, a maior premiação individual obtida por um brasileiro na história do poker.

Ele também lidera a lista de premiação histórica entre os brasileiros nos torneios ao vivo, tendo faturado US$ 3,6 milhões (mais de R$ 19,5 milhões) ao longo da carreira, posto que segue intacto mesmo após alguns anos de inatividade no circuito profissional.

Alexandre Gomes não é o único paranaense a ter sido campeão do World Series of Poker. O também curitibano Yuri Martins Dzivielevski conquistou o feito em junho do ano passado, no evento de número 50 do WSOP na temporada. Seu prêmio foi de US$ 213 mil (pouco mais de R$ 1 milhão).

Disputando grandes torneios ao vivo desde 2010, Dzivielevski já faturou mais de R$ 6 milhões em premiações durante toda a carreira. Atualmente, ele é o oitavo brasileiro mais bem colocado no ranking da Global Poker Index (GPI), o principal de torneios ao vivo do mundo do poker.

Paranaenses também brilham no online

Thiago Crema, de Ponta Grossa, brilha tanto no ao vivo quanto no online

Não é apenas nos torneios ao vivo que os jogadores do Paraná brilham no mundo do poker. O circuito online, que está bastante em alta, também tem competidores de destaque oriundos do estado.

É o caso de Pedro Vinícius Garagnani, conhecido como “pvigar”. Representante da capital Curitiba, Garagnani é o segundo brasileiro mais bem colocado no ranking online da Pocket Fives, que analisa o desempenho de jogadores no mundo online. Só na Powerfest, um dos principais circuitos mundiais (que foi prorrogado até 3 de maio), o paranaense já faturou mais de US$ 60 mil nas últimas semanas.

Outro nome de destaque é Alexandre Mantovani, conhecido como “Cavalito”, cuja premiação é ainda maior que a de Garagnani: US$ 3,4 milhões (mais de R$ 18 milhões). Ele também brilha nas mesas ao vivo, sendo o sétimo brasileiro mais bem classificado no ranking GPI.

Alguns outros nomes paranaenses bem conhecidos no circuito online de poker são Ramon Kropmanns, Rodrigo Selouan e Luan Felipe. Todos figuram no top 100 mundial.

Outros destaques

Além dos dois campeões mundiais, outros jogadores paranaenses se destacam no cenário nacional e internacional. É o caso de Thiago Crema, jogador de Ponta Grossa, que já foi campeão duas vezes do WSOP Circuit, em São Paulo (2017) e Punta del Este, no Uruguai (2016), além de um título do Brazilian Series of Poker (BSOP). Na carreira, tem uma premiação total superior a R$ 4 milhões. Isso sem levar em conta a premiação online: mais de R$ 30 milhões.

Também tem mulher paranaense que brilha nas mesas do país e do mundo. Trata-se da curitibana Dayane Kotoviezy, a Day, que faz parte do team partypoker, um dos mais conceituados do planeta. Com uma premiação de carreira superior a R$ 1,7 milhão, ela também já foi campeã do BSOP em 2017, em Punta del Este.

Tanto Thiago Crema quanto Dayane Kotoviezy fizeram parte da seleção paranaense que conquistou o título nacional do Campeonato Brasileiro por Equipes (CBPE) em 2018, dando o título ao estado pela primeira vez na história. Também fizeram parte da conquista o capitão Daniel Almeida e os jogadores Alisson Piekazewicz, Leocir Carneiro, Marco Brito e Pedro Grochocki.

 

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