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Lobo-marinho é resgatado na Praia das Pedras, em Guaratuba

A equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da UFPR resgatou um lobo-marinho-do-sul nesta quinta-feira (9), em Guaratuba.

O animal, que é um macho juvenil, estava no costão rochoso da orla central de Guaratuba – “Praia das Pedras”. Ele foi capturado para poder ser examinado. Para facilitar o reconhecimento no futuro, foi implantado nele um microchip e um pedaço do pelo foi descolorido.

Os técnicos coletaram amostras de sangue e fizeram exames rápidos. Constataram que o animal “estava com uma condição corporal ruim” e, por isso o levaram para “uma avaliação mais cuidadosa e atendimento de seus parâmetros de saúde” no CReD (Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha) em Pontal do Paraná.

O lobo-marinho-do-sul (Arctocephalus australis) possui o hábito migratório e ao longo do inverno desloca-se da costa da Argentina e Uruguai em busca de alimento. É comum que ao longo do trajeto parem na faixa de areia para descanso e com frequência são avistados nas praias dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

O LEC funciona no Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR, no balneário de Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná. É responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no Estado, no trecho 6, compreendido entre os municípios de Guaratuba e Guaraqueçaba. O PMP-BS é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos.

Outro lobo-marinho-do-sul é localizado em Penha

Na mesmo dia, a equipe da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), encarregada do trecho 4 do PMP-BS, encontrou outro lobo-marinho-do-sul, na Praia do Trapiche, em Penha (SC), aproximadamente 100 km ao sul de Guaratuba.

Ele retornou ao mar após ser monitorado e atendido no local pela equipe da Univali, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). De acordo com informações das médicas veterinárias Tiffany Emmerich e Mirela Mezadri, que integram a equipe da Univali, o animal era um macho, adulto, “com bom escore corporal”. Tinha algumas lesões, mas a equipe concluiu que não seria adequado o transporte do animal para a Unidade de Estabilização, “pois este processo poderia acarretar estresse, interferência negativa no comportamento natural da espécie e queda na imunidade”.

Após as análises em campo foi realizada uma operação para contenção física e administração de anti-inflamatório injetável, antibiótico de longa ação e colírio tópico. O lobo-marinho retornou ao mar após o atendimento veterinário.

Fontes e vídeo: LEC/CEM/UFPR e Univali/SC

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