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Celina e Beatriz Abagge lançam livro e relatam torturas

Celina e Beatriz Abagge lançam, neste mês de fevereiro, um livro em que relatam terem sofrido tortura durante as investigações pelo desaparecimento de menino Evandro, na década de 1990, no caso conhecido como o das “Bruxas de Guaratuba”.

De acordo com a divulgação do livro, o título “Malleus – Relatos de injustiça, tortura, e erro judiciário”, remete a um manual usado durante a Idade Média denominado Malleus Maleficarum, ou Martelo das Bruxas em tradução livre do latim, escrito pelos dominicanos alemães Heinrich Kraemer e James Sprenger. O escrito tornou-se um guia para inquisidores do século XV que ensinava técnicas de tortura contra mulheres acusadas de “bruxaria” pela Igreja Católica.

Mãe e filha foram acusadas de terem matado o menino em um ritual de “magia negra”, e presas por três anos e nove meses em regime fechado, mais dois em prisão domiciliar.

“A tortura que eu sofri nunca quis contar, porque foi tão terrível o que fizeram com a Beatriz, que o que ocorreu comigo minha família não precisava saber. O meu esposo já estava sabendo da tortura da filha dele, e por esse motivo eu nunca contei para ninguém”, relata Celina.

Celina Abagge, foi esposa do prefeito de Guaratuba, Aldo Abagge. Ficou presa por três anos e sete meses na Penitenciária Feminina do Paraná, e por mais dois anos em prisão domiciliar. Atualmente está aposentada, e vive com os filhos em Curitiba.

Beatriz Abagge, ficou presa ao lado da mãe por quase sete anos. Chegou a ser condenada a mais de 20 anos de prisão, mas obteve perdão da pena. Funcionária de carreira, trabalha na Prefeitura de Guaratuba.

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