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Correio do Litoral
Notícias do Litoral do Paraná

Copel escolhe pagar R$ 575 milhões por usina em vez de baixar tarifa

Foto: Daniela Catisti/Copel
Foto: Daniela Catisti/Copel

A Copel não quis reduzir o valor da tarifa e arrematou em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quarta-feira (25) para continuar operando a Usina Hidrelétrica Governador Parigot de Souza, em Antonina.

O leilão foi na sede da Bovespa, em São Paulo. A estatal paranaense vai pagar R$ 575 milhões de reais ao governo federal por um contrato de concessão de mais 30 anos. A expectativa é de que o faturamento anual da usina seja em torno de R$ 130 milhões.

Segundo a senadora Gleisi Hoffmann, o governo federal ofereceu a renovação antecipada da concessão para a Copel, sem que a empresa precisasse pagar nada, apenas abaixar a conta de luz para o consumidor, mas o governo do Estado recusou. “Preferiu continuar vendendo energia cara, para ter mais resultado e remunerar acionistas”.

O presidente da Copel, Luiz Fernando Vianna, afirmou ao jornal Valor Econômico que a companhia já assinou um pré-contrato com os bancos para garantir o financiamento de R$ 575 milhões. Vianna diz que a decisão da empresa foi correta em virtude da alta de preços da energia em vez de receber a usina sem custo e  ser remunerada pela tarifa de geração baseada apenas no custo de operação e manutenção.

A Parigot de Souza foi construída pela Copel na década de 60 e teve seu primeiro contrato expirado em julho último, por isso foi a leilão.

“Esta vitória mostra o acerto de nossa estratégia, de não ter aceitado a renovação antecipada oferecida pelo Governo Federal em 2012 e que não era uma boa proposta para a Copel. Tínhamos confiança que seríamos imbatíveis no leilão”, afirmou o presidente Luiz Fernando Vianna.

A reconquista da usina GPS teve um gosto especial para a Copel. A unidade, que entrou em operação em 1971 com o nome de Capivari-Cachoeira, lançou a Copel e o Paraná no rol dos grandes projetos hidrelétricos. Com barragem de 370 m de comprimento e 74 m de altura, as águas, represadas no Rio Capivari, foram desviadas para o Rio Cachoeira, com um desnível de 740 m, e conduzidas por incríveis 15 km de um túnel subterrâneo que atravessa nada mais nada menos do que a Serra do Mar.

A usina ainda foi responsável por dois recordes na época: maior avanço médio mensal em escavação subterrânea em obras do gênero e maior volume de concretagem mensal no interior de túneis. Atualmente, a usina possui potência de 260 MW, energia suficiente para atender 750 mil pessoas.

Impactos ambientais – Antes do leilão, o Ministério Público do Paraná, encaminhou recomendação à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) solicitando que a concessão previsse medidas compensatórias a alteração da vazão natural dos rios, o aumento de sedimentos sólidos, inundações, erosões com malefícios ao ecossistema aquático, além do impacto ambiental causado às colônias de pescadores e agricultores da região. A usina, na Serra do Mar, causa impactos até na baía de Antonina.

Com informações da ANPr, Valor Econômico e MP-PR 

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