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Alunos do Colégio Joaquim Mafra decidem ocupar escola

O presidente do Grêmio Estudantil do Joaquim Mafra, Rafael Prussak
O presidente do Grêmio Estudantil do Joaquim Mafra, Rafael Prussak
O estudante Gabriel Afonso Ferreira
O estudante Gabriel Afonso Ferreira

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Alunos do Colégio Estadual Joaquim Mafra, em Guaratuba, decidiram, nesta segunda-feira (10), aderir ao movimento nacional e ocupar a escola.

A decisão foi tomada em votações feitas entre os alunos da manhã, tarde e noite. Foram 726 votos a favor e 103 contra.

A ocupação vai começar na manhã desta terça-feira (11) e não tem prazo para acabar. A disposição dos estudantes é manter o movimento pelo menos até a data anunciada para início da greve dos professores estaduais, o próximo dia 17.

Gratulino – No Colégio Estadual Gratulino de Freitas, também em Guaratuba, os alunos convidaram os pais para debaterem junto. Em reunião na noite desta segunda-feira, os pais manifestaram-se contrários à ocupação. A votação chegou a ser iniciada e 74 alunos votaram contra. Os alunos favoráveis afirmaram que o clima ficou muito acirrado e decidiram marcar nova assembleia para esta terça-feira, quando vão decidir o que vão fazer.

Litoral – No Litoral do Paraná nove escolas estavam ocupadas ou decidiram ocupação até a noite desta segunda-feira: 2 em Matinhos (Colégio Estadual Sertãozinho e Escola Estadual Mustafá Salomão), 2 em Pontal do Paraná (E.E. Professor Paulo Freire e C. E. Professora Sully da R. Vilarinho), e 3 em Paranaguá (C. E. Doutor Arthur Miranda Ramos, C.E José Bonifácio e C.E. Alberto Gomes Veiga). A primeira escola ocupada na região, desde a sexta-feira (7), foi o C.E. Zilda Arns, em Guaratuba.

Clique na imagem e acompanhe o número de ocupações
Clique na imagem e acompanhe o número de ocupações

Em todo o Estado, até às 22h30, eram 110 escolas e uma universidade, a Unioeste de Marechal Cândido Rondon, segundo o site Ocupa Paraná.

Os estudantes protestam contra a reforma do Ensino Médio que o governo Temer pretende fazer por meio de uma Medida Provisória (MP 746) e a Proposta de Emenda a Constituição que congela os gastos em Educação e Saúde por 20 anos. Também questionam os cortes em programas de ensino superior pelo novo governo federal.

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