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UFPR lembra perda do professor e geocientista Bigarella

Professor Bigarella em aula de campo em 1949 para alunos da UFPR, então chamada de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Paraná. Foto: Arquivo pessoal
Professor Bigarella em aula de campo em 1949 para alunos da UFPR, então chamada de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Paraná. Foto: Arquivo pessoal

A morte do professor Bigarella, na quinta-feira (5) foi destaque nos sites da Universidade Federal do Paraná e da UFPR Litoral. 

João José Bigarella um dos criadores do curso de Geologia da UFPR. Nascido em Curitiba, o pesquisador é responsável por grandes contribuições à ciência do Paraná e do Brasil e por influenciar jovens pesquisadores de todo o país.

Bigarella começou a lecionar na UFPR em 1949, como professor das disciplinas de Mineralogia e Petrologia. Nessa época, trabalhou na confecção dos mapas geológicos do Paraná e também do mapa de recursos minerais do Norte do Paraná, além da produção de uma série de cartas sobre a Região Metropolitana de Curitiba.

Foi o primeiro chefe de Departamento de Geologia, em 1975 e 1976. O professor também colaborou com a implantação de diversos programas de pós-graduação em universidades brasileiras.

O geocientista é autor de mais de 200 trabalhos publicados em vários países. Entre eles, destacam-se os estudos sobre a movimentação dos continentes, a revisão global dos depósitos eólicos e da geologia e geomorfologia do quaternário brasileiro.

Como pesquisador, realizou extensos trabalhos de pesquisa geológica na África do Sul, Namíbia, Angola, Argélia (Saara), Argentina, Uruguai e Paraguai, a respeito das paleocorrentes e da migração dos continentes sul-americano e africano. Era membro titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências da América Latina, e foi presidente da Associação de Defesa e Educação Ambiental.

Entre inúmeras homenagens, Bigarella foi condecorado em duas ocasiões com a Ordem Nacional do Mérito Científico, concedida pelo governo brasileiro – em 1995 com o grau de Comendador, e em 2000 com o grau de Grã-Cruz.

Texto: Helen Mendes – ACS UFPR
Foto: Arquivo pessoal

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