Iphan abre consulta sobre registro da registro da Pesca com botos no Sul como patrimônio do Brasil
A pesca com botos é uma prática tradicional, ativa principalmente na região Sul do Brasil, onde há uma interação entre os pescadores artesanais e os botos-de-lahille, que ajudam a capturar peixes

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu, na última quarta-feira (28), consulta pública para que a sociedade possa se manifestar sobre a proposta de registro da pesca com botos no sul do Brasil como patrimônio cultural do País.
Até o dia 27 de fevereiro de 2026, qualquer pessoa pode enviar sua opinião, sugestões ou informações sobre o bem cultural que pode ser inscrito no Livro de Registro dos Saberes.
Confira na íntegra o parecer técnico do Iphan sobre o registro da pesca com botos no sul do Brasil
As manifestações podem ser enviadas por e-mail para [email protected], por correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural no endereço SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º Andar, Brasília-DF, CEP 70390-135, ou através do Protocolo Digital do Iphan disponível no site oficial do Instituto.
Após o encerramento do prazo, todas as contribuições recebidas serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão máximo de decisão do Iphan para o reconhecimento de bens culturais brasileiros.

A consulta pública representa uma oportunidade para que a população, especialmente quem vive, pratica ou conhece de perto essa tradição, possa contribuir com informações, relatos e opiniões sobre o bem cultural, garantindo que o processo de reconhecimento passe pelas mãos da comunidade detentora.
Pesca com botos no sul do Brasil
A pesca com botos é uma prática tradicional, ativa principalmente na região Sul do Brasil, onde há uma interação entre os pescadores artesanais e os botos-de-lahille, que ajudam a capturar peixes, especialmente a tainha. Ela é especialmente documentada e estudada em quatro locais: em Laguna (SC), no Estuário da Barra do Rio Tramandaí (RS), no Estuário do Rio Mampituba (divisa entre SC e RS) e no Rio Araranguá (SC).
A interação entre homens, botos e tainhas acontece no limiar entre a terra e a água, sendo a tarrafa o elemento que conecta todos eles. A tainha escolhe o lugar, o boto define o momento e sinaliza para o homem, o homem interpreta a comunicação e identifica o momento exato de lançar a tarrafa para pegar uma maior quantidade de tainhas do que conseguiria se estivesse pescando sozinho e sem a orientação dos botos.
Confira o dossiê de registro do Iphan sobre a pesca com botos no sul do Brasil
