Arilson é aposta do PT para ampliar bancada na Câmara dos Deputados em Brasília
Presidente do PT no Paraná e líder da bancada de Oposição na Assembleia é pré-candidato a deputado federal em 2026

Uma das principais vozes de oposição ao Governo Ratinho Jr. e ao ex-juiz Sérgio Moro no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato desponta como um dos nomes cotados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Defensor incisivo das empresas públicas, o parlamentar, que também preside a sigla no estado, integra a estratégia nacional da legenda para ampliar sua bancada federal, apostando em lideranças já consolidadas nos estados.
Nesse contexto, o nome do deputado Arilson surge como parte de uma equação que combina experiência política e potencial de crescimento eleitoral. Atual líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado tem pautado debates importantes sobre políticas públicas, como a recente audiência pública que marcou o debate pelo fim da escala 6×1.
Além disso, o deputado Arilson tem feito denúncias importantes, como o suposto favorecimento de empresa privada pelo programa “Olho Vivo”, do Governo do Estado, que foi parar no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). De acordo com o deputado, os documentos encaminhados apontam ainda ausência de licitação em contratos que podem chegar a R$ 1 bilhão, além de descumprimento de medidas exigidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Outra pauta protagonizada recentemente pelo deputado Arilson, que o insere no rol de lideranças com atuação consistente nos estados, é a atuação no caso da Celepar. Ações impetradas tanto pelo PT quanto pelo mandato do parlamentar ajudaram a frear a privatização da empresa, que é responsável por guardar os dados de profissionais da segurança pública, por exemplo.
Além de expor os riscos da entrega de dados pessoais dos paranaenses a uma empresa privada, o deputado Arilson também denunciou o que considera uma “falácia pregada pelo governador” quanto à irrelevância econômica e tecnológica da Celepar. Diferente do discurso, contratos assinados pelo próprio governo do Paraná com a Celepar somavam cerca de R$ 2,2 bilhões no final do ano passado.
O petista, que rodou o estado realizando audiências públicas na tentativa de barrar a venda da Copel, agora encabeça a recompra da estatal, como medida para recuperar a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Ele também propôs a criação da Frente Parlamentar das Estatais e das Empresas Públicas, para debater o assunto de perto com a população.
Nesse cenário, o deputado Arilson aparece como um nome competitivo, com potencial para contribuir com o projeto nacional da legenda.
Do Paraná ou de São Paulo? – Recentemente, o deputado Arilson expôs, em suas redes sociais, um vídeo de Sérgio Moro em que o senador diz: “toda hora estou ouvindo reclamações lá do Paraná sobre a qualidade do fornecimento de energia elétrica pela Copel”. O deputado Arilson rebateu o ex-juiz utilizando uma fala anterior do próprio Moro, na qual se dizia favorável à privatização.
Além disso, ironizou o termo usado “lá do Paraná”, que, segundo ele, demonstra desconhecimento sobre os problemas locais. “É aqui do Paraná”, reforçou o deputado Arilson, lembrando que o ex-juiz tentou concorrer às eleições por São Paulo, estado pelo qual sua esposa exerce mandato legislativo.
Em outras oportunidades, o presidente do PT-Paraná revelou o uso político da operação conduzida por Moro, que o alçou a superministro da Justiça do Governo Bolsonaro, responsável por encerrar a Lava Jato.


