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Estudantes pedalam para elaborar roteiro na PR 405

A turma de 2010 escalou o Pico Paraná
A turma de 2010 escalou o Pico Paraná

Nesta quinta (7) e sexta (8), alunos do curso de Oceanografia do Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR participam de uma saída de campo à PR 405, que liga Guaraqueçaba a Antonina.

A viagem faz parte da optativa “Turismo e Natureza”, ministrada pelo biólogo do CEM José Claro da Fonseca Neto e pelo professor de Biologia Carlos Eduardo Belz.

Os alunos farão o percurso de bicicleta, estudando a possibilidade da criação de uma rota de cicloturismo na região. Utilizando o método da Avaliação Turística Rápida, serão analisados diversos aspectos, como o estado de conservação, a existência de pontos de parada para alimentação e pernoite, sinalização, impactos da ação do homem, locais para observação da flora e fauna local e grau de dificuldade do percurso. Ao todo, o trajeto tem cerca de 90 km de estrada de terra.

Pontal 40 milhões

A disciplina surgiu em 1997, como a prática de docência para o doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da UFPR de José Claro. O biólogo conta que desenvolveu o projeto devido à falta de informações técnicas de rotas de ecoturismo no litoral do Paraná. “Ao longo destes anos, buscamos explorar a vertente da Serra do Mar voltada para o oceano, a plataforma continental e a planície litorânea”, explica. Entre os trajetos já estudados estão escaladas dos Picos Paraná, da Prata e Marumbi e caminhadas até as cachoeiras de Matinhos e pelo Caminho do Itupava.

Muito preparo

Em 2013, os alunos subiram ao cume do Pico da Serra da Prata
Em 2013, os alunos subiram ao cume do Pico da Serra da Prata

Com características especiais, são exigidos pré-requisitos bastante específicos para a participação nas aulas. Voltada para estudantes do quinto ano do curso de Oceanografia, os interessados são informados com meses de antecedência sobre os equipamentos e preparo físico necessários. “Antes mesmo de abrir a disciplina, eu já aviso que é difícil”, garante o pesquisador, acrescentando que isso é necessário porque alguns problemas de saúde impedem a realização do trajeto.

No caso da visita à Estrada da Banana, único acesso terrestre a Guaraqueçaba, foram exigidas bicicleta em bom estado de conservação, barraca e no mínimo três meses de experiência em pedalada, já que o passeio é feito por caminhos de estrada rural, com cascalho e subidas. “Os pré-requisitos servem justamente para informar as pessoas sobre o que vai acontecer.”

O trajeto será dividido entre os dois dias da atividade. Na quinta-feira, dia 7, o grupo, que será composto por 10 alunos, além de professores e uma equipe de apoio, pare de Antonina e percorre os primeiros 70 km, chegando até a Reserva Natural do Salto Morato onde acampam. Na manhã seguinte, saem bem cedo e pedalam por mais 20 km até Guaraqueçaba, onde almoçam. O retorno até Pontal do Sul será feito em um barco ofertado pela Universidade, que também oferece o transporte de ida até Antonina.

O resultado

Os três dias que antecedem a viagem são compostos por aulas teóricas sobre turismo e natureza. Na semana seguinte, os estudantes se reúnem para compilar os dados e imagens coletadas no trabalho de campo em um relatório técnico, um resumo e um roteiro turístico. Na manhã da sexta-feira, dia 15, este produto será apresentado publicamente em uma sessão com membros da administração da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba.

Com texto e fotos da UFPR
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