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Estudo aponta alternativas para o lixo do pescado no Litoral do Paraná

Destinação atual de rejeitos em três mercados de peixes no litoral do Paraná: A: depositados temporariamente em caçamba, centro de Matinhos; B: recolhidos por caminhão de lixo, Brejatuba-Guaratuba; C: enterrados em cova na área de restinga, Balneário Shangri-lá.

 

Cerca de 60% do peixe cortado em filés vira lixo, o corte em postas gera 33% de resíduos.No mercado de peixe do Brejatuba, em Guaratuba, toda esta sobra, que inclui cascas de camarão e peixes inteiros que são rejeitados pelo tamanho ou porque estão estragados vão direto para o aterro sanitário. Em Sangri-lá (Pontal do Paraná), chega a ser enterrado na restinga

Estas conclusões são de um estudo “Rejeitos da atividade pesqueira no litoral do Paraná: Gestão atual e potencial para destinação alternativa”, assinado pela bacharelanda em Ciências Biológicas Juliane Maria Vink e do professor do Departamento de Zoologia da UFPR Paulo de Tarso da Cunha Chaves. O trabalho mereceu ser publicadop na Revista do Cepsul (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul), do ICMBio.

Leia trechos da introdução e acesse o estudo completo na Revista do Cepsul (arquivo em PDF): http://www.icmbio.gov.br/revistaeletronica/index.php/cepsul/article/view/670

“O maior volume de rejeitos compõe-se de carcaças de peixes (com/sem cabeça, nadadeiras, coluna e outros ossos), seguidas de casca de camarão.

Estima-se que os mercados de Matinhos e Shangri-lá (em Pontal do Paraná) descartem mais de 100kg/dia em pescados, levando à expectativa de que o litoral do Paraná gere mais de 360t/ano. Os rejeitos são levados a aterros municipais, normalmente, com transporte em caminhões de lixo comum (Guaratuba), ou enterrados na restinga.

Visto que o processamento aplicado a cada recurso varia, conforme tradições culinárias, e que a ocorrência dos recursos é sazonal, o volume e a natureza dos resíduos pesqueiros na região oscila ao longo do ano.

Tal fato, somado à necessidade de implantação de infraestrutura física e capacitação de mão de obra, conduz à priorização de três formas de aproveitamento dos rejeitos pesqueiros na região: silagem, compostagem e produção de artefatos de couro.

 

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