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Jovem que sumiu no Pico Paraná é encontrado com vida em Antonina após cinco dias

O desaparecimento ocorreu após a realização de uma trilha, na tarde do dia 31 de dezembro, na região da Serra do Mar
Foto: CBM-PR

Roberto Farias Tomas, de 19 anos, que estava desaparecido no Pico Paraná desde o dia 1º de janeiro foi encontrado com vida na manhã desta segunda-feira (5), em Antonina. Uma operação de buscas mobilizou equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e contou com o apoio de diversos voluntários e helicópteros do Batalhão de Operações Aéreas (BPMOA) da Polícia Militar.

O desaparecimento ocorreu após a realização de uma trilha, na tarde do dia 31 de dezembro, na região da Serra do Mar na Região Metropolitana de Curitiba. Desde o acionamento, foi montada uma operação de grande complexidade em razão da extensão da área, da mata fechada e do relevo íngreme.

De acordo com o tenente-coronel Ícaro Gabriel, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), unidade especializada do CBMPR, o jovem conseguiu caminhar sozinho pela mata e chegou até uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, no Litoral. A região corresponde a uma das rotas de descida do Pico Paraná. Equipes do Corpo de Bombeiros de Antonina foram acionadas para o atendimento e o transporte até o hospital do município.

“Felizmente, ele conseguiu superar as adversidades, descer as encostas e chegar até a localidade”, afirmou o comandante. Segundo ele, no momento da comunicação oficial, as equipes ainda não haviam feito contato direto com o jovem, mas uma ambulância de Antonina já havia sido acionada para o atendimento e encaminhamento hospitalar.

Ainda conforme o comandante, o rapaz percorreu mais de 20 quilômetros por áreas de difícil acesso até alcançar uma região habitada. A avaliação inicial indica que ele foi encontrado consciente e em condições estáveis, passando por exames médicos.

A operação de buscas mobilizou mais de 100 bombeiros militares e contou com o apoio diário de cerca de 300 voluntários e do Instituto Água e Terra (IAT), que atuaram de forma integrada ao longo dos cinco dias de trabalho. “Foi um trabalho conjunto, com apoio de diversas instituições e voluntários, fundamental para o desfecho positivo da ocorrência”, finalizou Gabriel.

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