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Oliveira denuncia que três vereadores foram favorecidos por empresas

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Da esq. para dir.: Itamar, Artur, Oliveira e Maria do Neno

O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratuba, Mordecai Magalhães de Oliveira (DEM), denunciou que três vereadores têm uma estranha relação com empresas.

Oliveira informou que um mandado de segurança impetrado por Itamar Junior (PSC), Maria do Neno (DEM) e Arthur Santos (PSD) teve as custas judiciais pagas por duas empresas. Os três entraram na Justiça para cobrar fotocópias de documentos que, segundo o presidente, eles sempre tiveram acesso.

Tratam-se de contratos e processos de licitação realizados na Câmara nos últimos dois anos. Oliveira informa que todos os documentos originais sempre estiveram à disposição dos vereadores, assim como de todos os cidadãos. Quando os vereadores solicitaram fotocópias, Oliveira disse que determinou que os funcionários da Câmara providenciassem a documentação, que está em mais de uma dezena de pastas. Antes do trabalho ter sido concluído, os três vereadores entraram na Justiça, com pedido de liminar para que a entrega fosse imediata.

A juíza Giovanna de Sá Rechia negou liminar e concedeu prazo para o presidente se manifestar. Antes de ser citado, Oliveira informa que já havia entregue as cópias, que somam cerca de 2.000 folhas.

Para o presidente da Câmara, a atitude dos três vereadores não surpreendeu. “Eles têm feito oposição sistemática aos trabalhos de direção da Casa desde que foram excluídos da nova Mesa Diretora por decisão dos demais vereadores. A minha surpresa foi descobrir que a ação impetrada pelos vereadores foi patrocinada por duas empresas”, denuncia.

“Uma das empresas que pagou as custas da ação está sendo investigada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná por suposta emissão de notas em despesas com OSCIP sem comprovação dos serviços prestados. A outra empresa que patrocinou a ação dos vereadores é ligada a uma pessoa que chegou há pouco tempo em Guaratuba e vem tentando montar um grupo de oposição”, afirma.

“Para mim, os vereadores estão recebendo vantagens indevidas de empresas que prestam serviços a órgãos públicos e isto os coloca sob suspeição em um momento em que o Brasil investiga e condena este tipo de prática na Operação Lava Jato”, conclui.

 

Outro lado

O CorreiodoLitoral.com entrou em contato com os vereadores Maria, Artur e Itamar para eles comentarem as afirmações de Oliveira, mas não obteve resposta.

Na segunda-feira (22), os três concederam entrevista à Elói Leichsenring, na Rádio Alternativa. Eles confirmaram que empresas pagaram as custas do mandado de segurança, mas afirmaram que não tiveram nenhuma vantagem indevida com isto.

Os três disseram que um grupo de advogados está analisando os documentos que receberam e que, até aquele momento, não encontraram nenhuma irregularidade grave ou desvio de recursos. Segundo Itamar Junior, foram verificados alguns supostos erros formais que, possivelmente, segundo ele, poderão ser sanados.

 

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